Somos o país do famoso "jeitinho brasileiro", onde pessoas abusam do direito de se prevalecerem nas mais simples questões do dia a dia e também em altos negócios. Já ouviu falar ou já participou de algum evento onde policiais nos param para verificar se estamos com os documentos do carro ou mesmo pessoal em ordem ou mesmo em estado de embriaguez e, quando constatado a inflação, de imediato dá uma carteirada no policial e diz que vai ligar para fulano ou sicrano e posteriormente recebe um telefonema dizendo para que o mesmo seja liberado, deixando o agente público impedido de realizar seu trabalho, isto é o que chamo de "maldito jeito brasileiro de se ficar impune".
O caso da Boate Kiss, tem no grupo musical que lá se apresentava aqueles que acenderam o fósforo, mas nos donos que provavelmente pelos relacionamentos políticos na cidade tenham sido blindados na fiscalização da casa de shows, pois não é somente o problema dos extintores que não funcionaram, mas o material lá utilizado, de fácil combustão e extremamente tóxico e que levou as pessoas a morrerem.
Na verdade, haverá a condenação daqueles que certamente não são inocentes, que acostumados ao "jeitinho brasileiro" conseguiram colocar uma casa de show em funcionamento em detrimento à segurança de vidas preciosas, mas o bom seria que todas as esferas fossem questionadas e investigadas, pois havendo fiscalização e verificando a não utilização de material próprio por órgãos governamentais, a mesma jamais deveria estar aberta e sim deveria ter ali um cartaz de interditada, assim como fazem com o vendedor de galinhas chinês em São Paulo. Que isto sirva de exemplo para Bauru e todo o Brasil, que não venham com desculpas que não tem gente para fiscalizar, que a presidenta Dilma em vez de criar superintendências na Caixa Econômica Federal, para abrigar o Kassab e sua turma, possa criar uma Superintendência Nacional para dar habilitação de funcionamento para Igrejas, Casas de Shows, Ginásios Esportivos, Estádios de Futebol, Supermercados, Shoppings Centers, Lojas, etc.
Quero aproveitar o momento para lembrar que no final do ano de 2012 estava eu na Vila Independência, em frente ao Residencial Independência, na Rua Joaquim Fernandes, quando verifiquei que chegou um grupo de pessoas, funcionários da Empresa Sina Alimentos, que ali se dirigiram para limpar e lavar o pátio do Residencial e também para liberarem os carros que estavam na rua mencionada para irem até um lavacar existente na Rua Felicíssimo A. Pereira, para serem lavados, devido ao imenso número de sujeira que caíra naquele lugar e nas proximidades dessa importante empresa, oriundo da moagem de grãos durante a noite na Empresa citada.
Lá juntamente com os funcionários e gerentes da referida empresa esteve também a Cetesb, que fora justamente convocada pelos moradores desse residencial e dos moradores da rua mencionada. No entanto, recebi um telefonema na noite do dia 28/01/2013, de um amigo morador da rua mencionada, alegando que hoje nem mesmo consegue atendimento da Cetesb e que o problema persiste, tendo inclusive crianças e adultos com problemas respiratório no lugar.
O que aprendemos com o caso do Rio Grande do Sul é "que pessoas são mais importantes do que coisas" e que autoridades não podem em nome de apoios de qualquer que seja a empresa instalada em Bauru se omitirem de tomarem as providências cabíveis para preservar a saúde da população bauruense. Portanto, conclamo a provável Comissão de Saúde da Câmara Municipal, nas pessoas dos ilustres vereadora(e)s, dra. Telma, dr. Paulo e dr. Raul, demais vereadores, ouvidoria da Cetesb, procuradores da República em Bauru, o prefeito Rodrigo Agostinho e o órgão da Prefeitura designado justamente para estes casos, para que providências sejam tomadas, mesmo que a Prefeitura tenha que abrir mão de impostos desta empresa, para que eles instalem os filtros necessários, para que os moradores da Vila Independência, Vila Santista, Altos da Cidade, sejam protegidos e tenham preservados sua saúde. Grato pela atenção.
Hélio Amaro Dias Filho