Brasília - Durante encontro com prefeitos de Palmas (TO) e Campo Grande (MS) na tarde de ontem, a presidente Dilma Rousseff questionou os gestores municipais sobre o motivo pelo qual a dengue se transformou em epidemia nas duas cidades.
“Essa foi uma das falas da presidente: por que chegou a esse ponto?”, disse Alcides Bernal, de Campo Grande, que decretou estado de calamidade diante dos mais de 16 mil casos de dengue somente no mês de janeiro. A Capital do Mato Grosso do Sul já registrou cinco mortes, sendo duas confirmadas.
Recém empossado no cargo, Bernal respondeu à presidente que faltou um trabalho de prevenção da administração anterior. Carlos Amastha, prefeito de Palmas, prefere não culpar seus antecessores.
“A presidente disse que tem que fazer campanha contra a dengue, mas eu preciso nesse momento triplicar o número de agentes nas ruas”, disse Amastha, que contabiliza mais de 6 mil casos neste mês e ostenta o título de prefeito da Capital da dengue no País.
Ambos foram ao gabinete presidencial, em Brasília, pedir recursos emergenciais para combater a epidemia. Durante a audiência com os prefeitos, Dilma ligou para o ministro Alexandre Padilha (Saúde) e pediu que analisasse os pleitos dos gestores municipais nas ações de combate à dengue.
O prefeito de Campo Grande diz que ganhou do governo federal ontem R$ 2 milhões para contratar técnicos de enfermagem para os próximos quatro meses. Já o prefeito de Palmas ainda espera por recursos.