10 de julho de 2026
Nacional

Motoboys protestam contra as novas regras

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Os motoboys que protestaram contra o início da fiscalização das novas regras para o exercício da profissão liberaram a avenida Paulista por volta das 14h de ontem. As vistorias começam hoje, mas a categoria pede o adiamento alegando que apenas a minoria se adequou as normas.

Segundo o Detran, apenas 21 mil dos 500 mil profissionais do Estado de São Paulo já fizeram o curso obrigatório. Outras exigências que começam a valer são o uso de colete com faixas reflexivas e trafegar com a motocicleta com os equipamentos de segurança como antena corta-pipa e protetor de pernas.

“Falta (vaga) para os cursos e regulamentação por parte do municípios. Tudo isso complicou o trâmite”, afirmou o presidente do sindicato, Gilberto dos Santos.

A Polícia Militar aponta que o total de motoboys no local era de 2 mil, já o Sindimoto (sindicato da categoria) apontava que eram 10 mil. O grupo provocou bloqueios na rua Doutor Eurico Rangel e nas avenidas dos Bandeirantes e 23 de Maio mais cedo.

Em Brasília, cerca de 150 motoboys promoveram protestos e fecharam pistas da Esplanada dos Ministérios no fim da tarde de ontem.

A manifestação gerou congestionamentos na Capital. A avaliação é da Polícia Militar do Distrito Federal , que acompanhou o protesto dos motoboys.

Uma comissão de manifestantes foi recebida no Ministério do Trabalho, onde apresentou sua queixa contra as novas resoluções do Contran. Os motoboys querem que as obrigações da nova resolução federal sejam adiadas e que os custos com os equipamentos que devem instalar sejam responsabilidade das empresas. Eles também pediram mais escolas de formação para os profissionais.