08 de julho de 2026
Geral

Atendimento na maternidade gera BO

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.

Estevan Rodrigues, 31 anos, acionou a polícia para registrar omissão de socorro

Após nove meses de gravidez, o momento do parto é, certamente, o mais esperado pela família. Contudo, justamente nessa hora tão delicada  uma mulher de 27 anos passou por uma situação mais do que desconfortável. Ela relata que foi maltratada por uma médica da Maternidade Santa Isabel e, inclusive, registrou boletim de ocorrência (BO) por omissão de socorro.

O caso ocorreu na manhã de ontem. Ao sentir que entrara em trabalho de parto, Rita de Cássia Bento Rodrigues foi a Prontocor, onde tem convênio de saúde. “Eu levei ela até lá, mas, não tinha obstetra de plantão. Então, fomos para a Maternidade Santa Isabel”, conta, indignado, o marido da mulher, Estevan de Oliveira Rodrigues, 31 anos.

Contudo, o que parecia solução se tornou problema ainda maior. O agente de escolta relata que a esposa foi atendida pela médica Laura Orlando. Porém, ao relatar que tinha plano de saúde, a profissional interrompeu o procedimento.

“A médica que estava atendendo minha esposa simplesmente disse: ´Você está achando que eu sou palhaça?´. Depois, ela saiu da sala, fechou a porta e não voltou mais. Minha mulher já estava sem roupa lá. É um absurdo”, critica Rodrigues.

O casal acionou a Polícia Militar (PM), que se dirigiu até a maternidade. Lá, confeccionaram o BO por omissão de socorro. “Quero dar seguimento nisso. Ela (a médica) não podia tratar minha mulher assim”, argumenta Estevan Rodrigues.

A assessoria de comunicação da Fundação para o Desenvolvimento Médico Hospitalar (Famesp), que gerencia a Maternidade Santa Isabel, confirmou o ocorrido. Entretanto, afirmam que se tratou de uma “conduta isolada” da profissional em questão e que o fato será apurado internamente.

Ainda por meio da assessoria, a Famesp lamentou o episódio e garantiu que, logo após tomar ciência, o caso de Rita de Cássia foi assumido por outro médico.

 

Outra reclamação

 

Também na manhã de ontem, outra gestante reclamou do atendimento na Maternidade Santa Isabel. Dessa vez, o problema seria a demora no atendimento de uma jovem de 19 anos. Familiares afirmaram que, mesmo com a bolsa rompida, a grávida demorou mais de uma hora para ser atendida.

Loressa Cristina do Carmo Pereira teria ido ao hospital por volta das 10h30. “Estamos mais de uma hora esperando. Ela está em trabalho de parto e o líquido já está vazando”, reclamou Talita Francieli Romão, 23 anos, tia da gestante.

A assessoria informou que, por volta das 12h30, a jovem já estava internada e recebendo atendimento. O atraso que motivou a reclamação, contudo, não foi explicado.

A reportagem entrou em contato com os familiares das gestantes envolvidas nos dois casos às 14h30 e confirmou que ambas  receberam os cuidados necessários.