08 de julho de 2026
Internacional

Biden: negociação com Irã é possível


| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, pediu ontem em Munique à comunidade internacional que reforce o apoio à oposição síria contra o regime de Bashar Assad, que segundo ele “não é capaz de dirigir a nação”.


Biden também falou sobre o programa nuclear do Irã e disse que ainda há margem para negociação com o país. Caberá a Teerã, segundo ele, retomar o diálogo. Biden fez estas declarações durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique (MSC), uma das reuniões de referência em nível global em matéria de Defesa e Relações Exteriores, que começou na última sexta-feira e termina hoje e debate principalmente as guerras no Mali e na Síria e o programa nuclear iraniano.

“Trabalhamos juntos, com nossos aliados, para que [a oposição síria] esteja mais unida, seja mais solidária”, disse Biden a autoridades de vários países reunidas para uma conferência sobre segurança na cidade alemã. 

Em Munique,  Biden abordaria ontem o conflito na Síria com o líder da oposição no país, Ahmed Moaz al-Jatib, e com o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. O vice-presidente destacou as “grandes divergências” persistentes entre Estados Unidos e Rússia sobre o conflito.

“Estamos convencidos de que Bashar Assad é um tirano determinado a permanecer no poder, mas já não é capaz de dirigir a nação”, afirmou Biden. Também disse que, diante do “sofrimento” do povo sírio, a comunidade internacional deve reforçar a ajuda humanitária.


Irã

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, acrescentou que a Administração do presidente Barack Obama deu ao Irã “a oportunidade de explicar” à comunidade internacional suas intenções com seu programa nuclear, mas que é conhecido “o caminho que seguiu” Teerã.

Segundo ele, a política de Washington sobre assunto não é de “contenção”, mas de “prevenção”, porque o objetivo dos EUA é que o Irã “não obtenha armas nucleares”. Se o Irã persistir em sua atual linha, a única coisa que conseguirá será “mais pressão” e “mais isolamento” como resposta por parte da comunidade internacional, além das “mais robustas sanções (econômicas) da história” que já se impuseram sobre o país.

No total, participarão da conferência 90 delegações nacionais, aproximadamente uma dúzia de chefes de Estado, 70 ministros das Relações Exteriores e Defesa, e 60 diretores executivos de grandes empresas.