08 de julho de 2026
Bairros

Perigo nas águas

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Tema recorrente na mídia, o alerta para o risco de afogamento no verão ainda é necessário devido à imprudência e irresponsabilidade dos banhistas que ignoram os avisos de perigo e se aventuram pelas represas, lagoas e rios da cidade. Em Bauru, as lagoas da Quinta da Bela Olinda, do Pesqueiro Sakai, do Vale do Igapó e do Instituto Lauro de Souza Lima são os locais que mais registram acidentes aquáticos, incluindo morte por afogamento, segundo o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.

O levantamento mais recente feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, 77 pessoas morrem todos os meses vítimas de afogamentos no Estado. Por outro lado, somente sete são internadas mensalmente, o que revela um alto índice de vítimas fatais nessas ocorrências.

O último dado consolidado disponível data de 2010 e mostra que houve 931 óbitos por afogamentos em todo o Estado. Já na região de Bauru, 47 pessoas morreram afogadas nesse período.

Para o gerente operacional do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau) da Secretaria, Jorge Michel Ribera, tais números são expressivos. “No Interior, assim com na Capital, as temperaturas altas do verão e a larga disposição de água aumentam potencialmente os riscos de acidentes”.


Combinação perigosa

Brito chama a atenção para a combinação perigosa entre o excesso de confiança, o consumo de bebidas alcoólicas e a alimentação pesada. “As pessoas fazem piquenique, comem demais, bebem demais, aventuram-se e acabam tendo problemas. Com conscientização, é possível evitar acidentes na água”. 

Brito ainda reforça que o organismo humano reage de maneira diferente no meio aquático. “Mas muita gente não entende isso”. E ainda pode haver o agravante dos problemas de saúde que as pessoas podem ter sem saber, como hipertensão e labirintite. “Nessas condições, você está muito próximo de sofrer desde câimbra a uma forte congestão, complicações que facilmente levam a um afogamento”.


Crianças

Por outro lado, Ribeira alerta para os afogamentos de crianças. De acordo com ele, este é um tipo de acidente comum especialmente em churrascos à beira de piscina. “Os pais costumam relaxar acreditando que todos ao redor estão observando as crianças e não se atentam ao fato de que as festas trazem naturalmente muita distração”, destaca.


Mais água

Além do risco de afogamento, lagoas e represas devem ser constantemente vistoriadas no verão, época de chuvas, devido ao possível risco de rompimento. As precipitações intensas também ligam o alerta vermelho para as enchentes de rios.