08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O beijo da morte


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A banda Kiss foi formada em 1973 onde, por um anúncio de jornal de integrantes do grupo a ser formado, convocaram novos músicos. Após essa formação, a banda ficou famosa por seu modo inovador de música, misturando arte e fogo. As maquiagens no rosto dos integrantes descrevia a personalidade de cada um. Assustadora ou não, era um modo de expressão muito original. A Boate Kiss foi aberta em sociedade. Reportagens mostram que um dos sócios tem ficha na polícia por agressão, levantamentos feitos para saber se é relevante para achar o culpado da fatalidade ocorrida em Santa Maria.

Gurizada Fandangueira, há dez anos na estrada, não fazia parte do rock nem tinha ficha de agressão entre seus integrantes, mas o que havia de comum era o uso da arte de pirotecnias dos integrantes misturado com a falta de responsabilidade dos mesmos, já que foi mostrado que ao comprarem sabiam que o artefato comprado era para uso externo, não para ambientes internos, mas por um valor de R$ 50,00 a banda achou muito caro para ser adquirido. Eis o preço da vida de 236 jovens que morreram naquela noite.

Ser jovem é querer viver ao extremo, atravessar noites acordado misturado com som alto e bebidas alcoólicas. A fatalidade daquela noite não foi registrada por um tiroteio de inconsequentes, visto muitas vezes em outros países por "psicopatas" em escolas e ambientes de aglomeração de pessoas, mas pelo desdém de "não vai acontecer nada". Nunca acontece nada com a gente, eis o pensamento de muitos. Muitos que podem ate ser nós mesmos.

Évelyn Marques Genebra