Uma denúncia levou a Polícia Militar de Bauru, na tarde deste sábado (2), a localizar cães que estavam abandonados em uma residência em Bauru.
Os policiais foram até a casa, localizada na rua Virgílio Malta, quadra 13, e se depararam com a situação de maus tratos a animais. No local, os policiais encontraram três cães. Um deles estava morto e sendo devorado pelos outros dois. Não havia comida e nem água.
Foi acionado o Centro de Controle de Zoonoses, que recolheu os cães para cuidados e posteriores deliberações.
O delegado plantonista, Mário Henrique Ramos, foi quem autorizou a entrada dos policiais e da equipe do Centro de Controle de Zoonoses na residência. No interior da casa, os policiais encontraram um RG no nome de C.G.A., 33 anos.
O documento foi mostrado aos vizinhos, que reconheceram o homem como o responsável pelos animais e proprietário da casa. Ele ainda não foi encontrado.
A polícia investiga o caso.
Outro caso
A Polícia Civil, através do Distrito Policial (DP) de Crimes ambientais, fechou no início do mês de janeiro o cerco contra o possível caso de maus-tratos a mais de 70 cães de um canil do Distrito de Tibiriçá, instaurando inquérito para apurar a denúncia.
Infelizmente, as crueldades contra animais continuam a virar notícia. A UIPA e a ONG Mountarat, munidas da reprodução de uma imagem de câmera de segurança, identificaram uma mulher que abandonou um filhote de gato em frente a uma casa, em plena chuva desta terça-feira.
No caso do canil de Tibiriçá, o delegado titular do DP de Crimes Ambientais, Dinair José da Silva, conseguiu instaurar o inquérito policial partindo da reincidência de Fabiano Patrício de Lima, apontado pela polícia como dono do canil e responsável pelos animais juntamente com a esposa Vânia Domeni, que é veterinária.
“Em 2011 já teve um termo circunstanciado contra ele pelo mesmo motivo, só que agora o fato está muito mais grave do que naquela época. Com base no artigo 32 da lei de crimes ambientais, que se refere aos maus-tratos, e no artigo 132 do Código Penal, que diz sobre expor a vida ou saúde de outrem a perigo, e por conta do manuseio dos animais doentes, o inquérito foi instaurado”.
A proprietária do local, Ana Maria Vieira, o caseiro e outros integrantes do inquérito já foram ouvidos. O próximo passo é interrogar Fabiano e Vânia, para prestar esclarecimentos sobre os fatos. “Ele (Fabiano) responderá pelo crime, respectivamente, por cada animal que possa ter sofrido os maus-tratos”, enfatizou o delegado.