Um fato, duas versões. Foi assim uma ocorrência registrada na quadra 3 da rua Joaquim Marciano, na Vila Garcia. Após abordarem um veículo, policiais militares da Base Norte se envolveram em uma briga com dois moradores do bairro. Após muito tumulto, que chegou até ao Plantão da Polícia Civil, foram contadas as duas histórias.
O fato começou por volta das 16h30 de anteontem, quando os policiais realizaram a apreensão de um Ford Escort. O carro seria de um colega do mototaxista Anilton Aparecido Pacheco, 40 anos, e de Anilton Aparecido Pacheco Junior, 20 anos, que foram até o local. Foi nesse momento que a confusão começou.
Na versão da polícia, pai e filho teriam pedido para que o veículo fosse liberado a alguém habilitado. Contudo, frente à negativa da PM, teriam começado a ofendê-los. Depois dos xingamentos, teriam tentado deixar o local, sendo impedidos pela polícia. Na resistência, pai e filho teriam brigado com os policiais, provocando ferimentos no braço direito de um e no dedo indicador da mão direita do outro.
Já os moradores contestam esta versão. Segundo eles, logo na abordagem, os policiais iniciaram as agressões. Anilton Pacheco relata que foi jogado ao chão e pisoteado, enquanto seu filho era ferido com socos e chutes.
A reportagem teve acesso a dois vídeos gravados no local. Contudo, por conta da baixa qualidade das filmagens feitas em um celular, não é possível determinar a sequência dos acontecimentos.
A confusão, contudo, não terminou por aí. Anilton Pacheco foi conduzido algemado ao Plantão da Polícia Civil. Ele alega que, mesmo reclamando de dores, as algemas não foram afrouxadas. Na versão dos policiais, o mototaxista teria tentado ainda pegar a arma deles durante duas vezes, o que danificou o coldre, além de ameaçá-los com uma garrafa de vidro.