O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região realizou ontem de manhã o enterro simbólico do Banco do Brasil. A ação foi um protesto contra o novo Plano de Funções Gratificadas (PFG) do banco, lançado dia 28 de janeiro.
De acordo com sindicato, haverá redução de no mínimo 16,5% no salário e da jornada de trabalho de alguns funcionários e aumento de atribuições aos que trabalham oito horas, mas sem acréscimo na remuneração. A medida caracterizaria quebra unilateral de contrato de trabalho, pois foi elaborada sem a participação do funcionalismo.
Com o plano, o banco estaria procurando se adequar à lei para diminuir a quantidade de ações trabalhistas de funcionários que buscam a Justiça para reclamar do desrespeito à jornada de seis horas estabelecida na artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para a categoria bancária.
Com direito a caixão coroa de flores, o cortejo fúnebre começou às 10h30, na Praça Rui Barbosa, e passou por outras agências do banco no Centro. O objetivo era chamar a atenção da população para o fim do Banco do Brasil como instituição pública.
O sindicato ajuizou na 4ª Vara do Trabalho de Bauru, no dia 30 de janeiro, uma ação pedindo a anulação do novo PFG. Se a decisão for negativa e o protesto não surtir efeito, a categoria considera a possibilidade de paralisações e greve.
Em nota, a assessoria de imprensa do Banco do Brasil informou que o plano anunciado pelo banco prevê aumento de 12% no valor da hora de trabalho para quem optar pela jornada de seis horas. “Não haverá desvalorização do salário, mas redução do número de horas trabalhadas a serem pagas”.
Sobre a ação judicial, a assessoria destaca que o Banco do Brasil empreende “grande esforço” para esclarecer os pontos de seu novo Plano de Funções aos funcionários e entidades sindicais. “Se necessário, prestaremos também as informações necessárias às instâncias do Poder Judiciário”, conclui.