11 de julho de 2026
Política

Construtora rejeita trocar tubulação

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A empreiteira Passareli respondeu ao DAE que não vai refazer o trecho de interceptores de esgoto que se rompeu em razão do assoreamento do rio Bauru, na altura do Jardim Chapadão, conforme noticiou com exclusividade o JC  há pouco mais de 30 dias. A construtora alega que o trecho rodou em razão de fortes chuvas no início de dezembro do ano passado.

Mas a alegação da Passareli não é aceita pelo DAE, gerando impasse na conclusão da obra do primeiro trecho de interceptores ao longo do rio Bauru. Para a presidência do DAE, a construtora responde pelo contrato sem ter entregue a obra. Por essa razão, o diretor jurídico da autarquia, Celso Wagner Thiago, posicionou que é de responsabilidade da empresa entregar a obra em perfeitas condições.

Há divergências em medição de serviços executados pela Passareli pendente há meses em relação ao mesmo contrato. Por conta disso, o DAE reteve o equivalente a mais de R$ 4 milhões. A obra, a olho nu, tinha sido concluída, mas a empresa não realizou a entrega formal do serviço para a autarquia. Como o trecho de 25 metros de interceptor rodou no início de dezembro passado, quando o canteiro de obras já estava desmobilizado, mas sem o DAE assumir o trecho, a Passareli será cobrada a refazer o trecho.

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) disse que já discutiu o assunto com o presidente do DAE, Giasone Cândia. “Nós queremos um acordo, mas que englobe a obrigação de refazer o trecho que rodou e também a recuperação de cerca de 1.000 metros do trecho que apresentou fissura. A empreiteira disse via recuperar o trecho com fissura, mas não aceita repor a outra parte. O contrato está em aberto e queremos acordo, mas se não houver, a empresa sofrerá as sanções legais e será compelida a resolver isso”, disse Agostinho.

Segundo a Passareli, o trecho em que os tubos rodaram, em cerca de 25 metros na região do Jardim Chapadão, exigiriam que o córrego fosse canalizado, o que não é sua obrigação contratual. O DAE não aceita a argumentação. Giasone Cândia disse que espera resolver a pendência ainda nos próximos dias, ainda pela via administrativa. “Se eles não cumprirem o contrato, iremos ao Judiciário”, avisou.

A empreiteira Passareli não entregou a obra, logo tem de fazê-lo em condições ideais, refazendo o trecho danificado.  A avaliação é da Diretoria de Planejamento do Departamento de Água e Esgoto (DAE), através dos diretores de planejamento e de serviços de projetos, respectivamente Nucimar Paes e Fernando Offerni. “A obra não foi entregue pela construtora vencedora da licitação até porque ela não reparou problemas em outro trecho. Pelo contrato, ela é responsável pela manutenção da obra nas condições ideais até a entrega ao DAE. A construtora será notificada a reparar o problema e instalar novos tubos no trecho que rodou”, abordou Nucimar Paes quando da ocorrência, no final do ano passado. A ocorrência está situada na margem direita do rio Bauru, para quem “sobe” do Terminal Rodoviário em direção ao Jardim Chapadão.  O problema foi identificado pelo DAE no dia 3 de janeiro passado.