09 de julho de 2026
Política

Viaduto inacabado fica para junho

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Gabrielly C./Info-JC

Obras do Viaduto inacabado se estendem para o final de junho 

A novela do viaduto inacabado ganha mais um capítulo. A previsão de conclusão das obras da primeira alça foi alterada de março para o final de junho. Os serviços já estão parados há 48 dias e deverão ser retomados só na quinta-feira posterior ao Carnaval, dia 14 de fevereiro, chegando a quase dois meses de inércia.

Após reunião, na manhã de ontem, com representantes da empresa Bema, de Piracicaba, vencedora da licitação para executar a obra, a Prefeitura de Bauru admitiu, pela primeira vez, atraso nos pagamentos a medições de serviços já realizados. O montante da dívida é de R$ 398 mil.

Na última segunda-feira, em entrevista ao Jornal da Cidade, o novo secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues, informou sobre a reunião com a empresa e cogitou convocar a empreiteira que ficou em segundo lugar no processo licitatório do viaduto, que interligará o Jardim Bela Vista à Vila Falcão.

Depois do encontro, porém, o secretário aliviou o discurso e reconheceu a falta de pagamento relativa a três medições da obra: a décima (R$ 136 mil), a décima primeira (R$ 192 mil) e a décima segunda (R$ 70 mil). Rodrigues, inclusive, já descartou o chamamento da segunda colocada.

De acordo com o secretário, alguns fatores motivaram o atraso do pagamento à Bema. O primeiro teria sido o atraso de repasses da União ao município. No entanto, Sidnei garante que o dinheiro já está disponível. “O valor é semelhante ao total das três medições”, pontuou.

Em janeiro deste ano, o Jornal da Cidade publicou a informação acerca desses atrasos. À época, a assessoria de imprensa da prefeitura confirmou que o volume de serviços havia sido reduzido no período anterior às festas de 2012 por conta das dificuldades com os repasses federais. “Foram 50 dias de atraso, entre novembro e dezembro”, afirmou Sidney.

A assessoria de imprensa havia informado, porém, que a paralisação a partir do dia 20 de dezembro havia sido motivada por férias coletivas concedidas pela Bema a seus funcionários.

Mea culpa

Além dos atrasos nos repasses federais, Sidnei Rodrigues admite que houve demora para a análise das medições entregues pela Bema à Secretaria de Obras. “Em uma delas, foram mais de 20 dias para a prefeitura dar o retorno”, contou.

No entanto, o secretário declarou que a própria empreiteira também levou tempo além do normal para apresentar algumas medições dos serviços realizados.

Para evitar novos problemas do tipo, ficou acordado que, a partir de agora, a Bema terá até o dia 30 de cada mês para entregar as medições. O poder público municipal contará com o prazo de 10 dias até o envio dos documentos à Caixa Econômica Federal (CEF), que também avalia os serviços. “Isso fará com que a empresa consiga receber pelos serviços no intervalo de, no máximo, um mês”, afirmou Sidnei.

Secretário garante retomada no dia 14

Sidnei Rodrigues afirma que o dinheiro federal já está disponível para o município. As duas primeiras medições pendentes serão acertadas, segundo ele, ainda nessa semana. Já a última será paga à Bema no próximo dia 15.

Diante dessas garantias, a empreiteira se comprometeu a retomar os serviços no dia 14 de fevereiro, depois do Carnaval.

O secretário alega que o atraso no prazo de entrega da obra não fere o contrato. “Eles podem entregar até o dia 7 de julho deste ano”, pontua. Inicialmente, a assessoria de imprensa da prefeitura havia divulgado que, em março, a primeira alça do viaduto estaria concluída.

Na reunião de ontem, ficou definido que a empresa via aumentar de 20 para 25 o número de trabalhadores na execução dos serviços.

Até agora, foram pagos à empresa R$2.030.000,00. Da parte incompleta do viaduto, a obra atingiu 40% do total.

O custo da intervenção é de R$ 5.916.763,84, sendo que R$ 5 milhões foram viabilizados por emenda da bancada paulista na Câmara Federal, articulada pelo deputado Milton Monti (PR).

O viaduto tem aproximadamente 800 metros de comprimento, distribuídos por 19 vãos, sustentados por pilares, sendo que a maioria deles já está com a estrutura finalizada, restando o acabamento.