Hoje, dia 05/02/13, as 10h da manhã, como uma pessoa qualquer e atarefada pelos compromissos que tenho, saio de casa para comprar um produto, vou caminhando e de repente sinto meu corpo caindo ao chão, meu raciocínio rápido procurou proteger meu rosto, colocando as mãos na frente. Pois se não tivesse tido esse raciocínio rápido poderia ter me machucado mais feio, pois uso óculos. Graças a Deus consigo aliviar a queda, não conseguindo me levantar, peço ajuda para uma outra pessoa que estava passando pelo local de carro.
Quando vejo e olho ao chão percebo que o asfalto cedeu e por sorte não foi mais grave, apenas algumas escoriações e alguns sentimentos: impotência, raiva, vergonha de saber que moro numa cidade que ainda não oferece segurança para que as pessoas que caminhem em locais adequados. Adequado neste caso não é a rua, mas como neste local não possui calçadas adequadas com o mínimo de segurança para que possam andar nelas, no local de calçadas existem mato, buracos e lixo, este jogado por pessoas que não tem o mínimo de apreço pela natureza e por outras pessoas.
Verifiquei e senti na pele como é difícil você procurar ajuda, alguém que te ouça e possa te orientar o que devemos fazer neste caso. Liguei na Secretaria de Obras e um setor para o outro e ninguém soube informar qual providencia tomar.
Então fui numa delegacia fazer boletim de ocorrência. Fiquei na espera pelo atendimento por mais de 2 horas. Feito o boletim, fui informada que deveria procurar um médico para saber se precisaria tomar algum medicamento. Mais 2 horas de espera, pois só havia um plantonista para atender tudo e todos que estavam ali. Essa demora toda para um atendimento médico foi pelo meu convênio, imagina se tivesse que depender do serviço público.
Estou machucada fisicamente e psicologicamente, me sentindo impotente. E agora, esqueço de tudo?! Para quem devo reclamar?! Este acidente que aconteceu comigo ocorreu na Rua Benevenuto Tiritam, na Vila São Francisco.
Edvirgens Maria dos Santos