09 de julho de 2026
Nacional

Desfiles em São Paulo começam hoje

Folhapress
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Reprodução

Escolas fazem os últimos ajustes nos carros alegóricos

São Paulo - Encenações de passagens bíblicas e homenagens a grandes sambistas darão o tom aos desfiles comportados da primeira noite no Sambódromo do Anhembi, hoje.

O clima esquenta apenas na segunda noite, com escolas que prometem carros alegóricos com esculturas de cenas de sexo (Tom Maior) e uma chapeuzinho vermelho vestida de “periguete” (Mocidade Alegre).

Uma das principais sambistas do País, Beth Carvalho será a homenageada da Acadêmicos do Tatuapé, primeira a entrar na avenida hoje, às 23h15. Ela será lembrada por ter “redescoberto” Cartola, compositor carioca que havia sido esquecido pela mídia na década de 1970. Beth está hospitalizada e a escola ainda não sabe se ela conseguirá comparecer.

O samba também aparece  no enredo da Mancha Verde, terceira na avenida, à 1h25, depois da Rosas de Ouro. A escola falará sobre o ator Mário Lago, compositor dos clássicos “Ai, que Saudades da Amélia” e “Aurora”, morto em 2002.

O terceiro sambista a ser louvado hoje aparecerá na Águia de Ouro, última escola a desfilar. A agremiação falará sobre o compositor João Nogueira, morto em 2000. Seu filho, o também compositor Diogo Nogueira, virá na última alegoria da escola.

Já a parte bíblica da noite vai ficar com a Vai-Vai, com o tema “Vinhos do Brasil” - trazendo, inclusive, um carro com produtores da bebida fazendo a pisa das uvas.

Logo no início do desfile, a agremiação vai retratar a Arca de Noé, que levou uma semente de uva para que a fruta não acabasse com o dilúvio.

A X-9 Paulistana vai levar para a avenida a diversidade racial e cultural de São Paulo. Já a escola de samba Dragões da Real vai homenagear sua comunidade, que faz o Carnaval acontecer, falando das várias faces de seu símbolo: o dragão.

O público deve se preparar para a possibilidade de chuva fraca no início da noite hoje.


Moradores quem restringir blocos

Na noite de anteontem, um grupo de cerca de 50 moradores da Vila Madalena, zona oeste, se reuniu na Subprefeitura de Pinheiros para reclamar dos blocos de Carnaval.

No último final de semana, ao menos cinco grupos tomaram as ruas do bairro, entre eles os cariocas Bangalafumenga e Sargento Pimenta.

As principais queixas são o barulho, a impossibilidade de sair e entrar nos prédios e a sujeira deixada nas ruas pela multidão.

“A gente entende que o evento é importante para o bairro mas, além dos problemas e custos com lixo e depredação, não tinha segurança. De repente, milhares de pessoas invadem a sua rua e a gente não tem como sair”, reclama o administrador Leonardo Pavam, 26 anos, que também é síndico de um prédio na rua Fidalga.

Apesar dos ânimos exaltados, o subprefeito de Pinheiros, Angelo Filardo, afirmou que não é possível impedir a manifestação cultural e que é preciso que moradores e blocos criem um diálogo.

Nos próximos dias, quando ao menos mais cinco desfiles passam pelas ruas da região, o policiamento deve ser reforçado na praça Benedito Calixto e na rua Belmiro Braga.


Passagens aéreas dobram preço

Quem deixou para comprar passagens aéreas para o  feriado de Carnaval na última hora se deu mal. Os bilhetes para os principais destinos chegam a custar seis vezes mais do que em dias sem feriado, resultado da grande procura nesta época do ano e, principalmente, da falta de assentos ainda disponíveis para venda.

Um voo da TAM entre os aeroportos de Congonhas e Florianópolis com ida hoje e volta na quarta sai a R$ 2.389,00 em sites de reservas. Depois do Carnaval, o preço cai para  R$ 381,00, sem taxas. O fenômeno ocorre em todas as companhias aéreas. Na Gol, por exemplo, o trecho Congonhas-Salvador durante o Carnaval custa R$ 4.550,00; fora do feriado, R$ 994,00.

A ponte aérea São Paulo-Rio é vendida a R$ 1.558,00 na Avianca, ante R$ 460,00 se o voo fosse na semana que vem, depois do feriado.

Segundo TAM e Gol, consegue preços mais em conta quem consegue se programar com ao menos três meses de antecedência. Não é o único fator: passagens fora de temporada e feriado (ou em dias de semana, ou à tarde) custam menos, afirmam. A Avianca não comentou. Ofertas em cima da hora, diz, só em horários e trechos menos atrativos.