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Quioshi Goto |
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Rafael Godiano mostra máscara do presidente do STF, uma das que estão dominando a folia no País |
Quem é fã do personagem sabe que a identidade do herói Homem de Ferro é o bilionário Tony Stark. Mas isso é só nas histórias em quadrinhos e nos filmes. Neste carnaval, em Bauru, quem vestirá a armadura do herói é o pequeno Leonardo Genovez Rampazzo, de 2 anos. E olha que o garoto tinha ainda outras opções para “salvar o mundo”. “Ele também viu a do Homem-Aranha e do Ben 10”, conta a avó Tânia Cristina Genovez, 54 anos.
Leonardo é apenas uma das crianças que lotaram as lojas de fantasia na cidade nos últimos dias. Segundo Rafael Gomes Godiano, 27, proprietário de um desses estabelecimentos na quadra 4 da Virgílio Malta, os meninos realmente continuam preferindo os heróis. “Já as meninas querem princesas”.
Existem aqueles, porém, que fogem da regra. Não adiantou a reportagem induzir Guilherme Padilha, 6 anos, a vestir a roupa do Super-Homem. Ele estava decidido: irá passar o Carnaval vestido do assustador conde Drácula. “Olha. Olha. Tem até a dentadura”, dizia o garoto.
Já Ana Júlia Vera, 9 anos, quis se aproximar mais da realidade. Experimentou a roupa de marinheira, mas acabou ficando com a de policial. “É esta mesmo”, disse, animada, olhando-se no espelho.
A pequena Maria Clara Gonçalves, 5 anos, estava vestida de princesa quando a reportagem chegou. Porém, ainda com a roupa no corpo, já ficou de olho em outra fantasia: a fada Sininho, do Peter Pan. Ficou com a segunda opção.
Mas fantasia não é coisa só de criança. É comum encontrar adultos que, com a desculpa de levar os filhos, acabam se divertindo. Para eles, há desde as fantasias mais tradicionais como as de pirata e de bruxa até a mais vendida no momento: o ministro “justiceiro” Joaquim Barbosa.
“Se eu fosse, ia de Fiona, a mulher do Shrek”, afirma Catarina Cristovam, 28 anos. Apesar de ser proprietária de uma loja de fantasias na quadra 1 do Calçadão da Baptista de Carvalho, ela confessa que “curte mais rock”.
Mesmo assim, a proprietária adora o clima de carnaval. Prova é o cabelo colorido com o qual estava atendendo os clientes. “É muito gostoso esse clima. A pessoa vem aqui e fica feliz. Sentimos essa felicidade. Muitos nem ligam de gastar um pouquinho a mais. Querem é se divertir”, destaca Catarina.
E entre piratas, bruxas, princesas, heróis e políticos, havia um homem com traje de carteiro na loja. “Olha que fantasia original”, disse o repórter. E o carteiro entrou, deixou uma correspondência e foi embora. Lição: em época de Carnaval, até o que não era fantasia passa a ser.