Um passageiro do cruzeiro MSC Fantasia caiu no mar, no porto de Santos (litoral de São Paulo), por volta das 18h30 desta sexta-feira (9). Luciano de Lucca, 30 anos, caiu de uma cabine do 11º andar do navio no mar, pouco antes da embarcação deixar o porto.
Segundo informações da Capitania dos Portos de São Paulo, a queda do passageiro foi vista por um tripulante da embarcação. Imediatamente, os tripulantes lançaram uma boia salva-vidas e desceram um bote para tentar fazer o resgate.
A Capitania dos Portos e o Corpo de Bombeiros realizaram buscas ao passageiro com duas lanchas e mergulhadores, mas os trabalhos foram encerrados por volta das 23h30 devido a má visibilidade. Segundo os bombeiros, as buscas serão retomadas na manhã de hoje.
Após perícias da Polícia Federal e da Capitania dos Portos, a embarcação com mais de 3 mil passageiros foi liberada por volta da 0h20 para seguir viagem. O navio passará por Búzios (RJ), Salvador (BA) e retornará a Ilha Grande (RJ).
A Capitania dos Portos informou que será instaurado um Inquérito Sobre Acidentes e Fatos de Navegação para apurar as causas determinantes do acidente e apontar eventuais responsáveis. O prazo de conclusão é de 90 dias.
Outro lado
A MSC Cruzeiros confirmou, em nota oficial, que um hóspede do navio MSC Fantasia caiu de sua cabine no mar. Segundo a MSC, as autoridades competentes foram acionadas e estão acompanhando a apuração do caso.
O navio já foi liberado pelas autoridades e partiu do porto de Santos para seguir o seu roteiro.
Outra morte
Um homem de 52 anos morreu a bordo do navio MSC Fantasia, em dezembro do ano passado.
De acordo com a Capitania dos Portos, o empresário Teobaldo Ferreira da Cruz, 52, caiu do 9º andar para o 7º da embarcação. Ele foi encontrado morto por tripulantes do navio.
Cruz trabalhava no ramo atacadista e distribuía mercadorias na cidade de Ilhéus, no sul da Bahia. No momento do acidente, o MSC Fantasia navegava entre Santos, no litoral paulista, e Ilha Grande, no Rio de Janeiro.
Depois do acidente, disse a empresa, o navio ficou ancorado, mas foi liberado após perícia de agentes da Capitania dos Portos em Angra dos Reis (RJ) e da Polícia Federal.