08 de julho de 2026
Nacional

Mocidade é bi do Carnaval de São Paulo


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São Paulo - A vencedora do desfile das escolas de samba de São Paulo de 2013 é a Mocidade Alegre, sagrando-se bicampeã do carnaval paulistano. A agremiação terminou a apuração com 268,9 pontos, empatada com a Rosas de Ouro, que teve os mesmos 268,9 - mas a pontuação da Mocidade no quesito enredo, a primeira no critério de desempate, foi superior. Assim, as duas escolas repetiram neste ano exatamente as mesmas colocações do ano passado, quando também ocuparam o primeiro e segundo lugares, respectivamente.


A escola Águia de Ouro foi a única penalizada neste ano, perdendo 1,1 ponto por ter excedido o tempo máximo de desfile. Foram avaliados nove quesitos: comissão de frente, evolução, fantasia, bateria, alegoria, harmonia, samba-enredo, mestre-sala e porta-bandeira e enredo.


Com o tema enredo “A sedução me fez provar, me entregar à tentação da versão original, qual será o final?”, o refrão da Mocidade Alegre fez ode à imaginação, à sedução e ao sonho. A escola levou para a avenida 3.500 componentes e cinco carros alegóricos divididos em 25 alas. A rainha da bateria foi Aline Oliveira. Os carnavalescos da escola são Sidnei França e Márcio Gonçalves.


A escola é sediada no bairro do Limão, zona norte de São Paulo. Em 2012, a escola conquistou o primeiro lugar com o samba “Ojuobá, no céu os olhos do rei...na terra a morada dos milagres...no coração um obá muito amado”, enredo com base no livro Tenda dos Milagres, de Jorge Amado.


A vice-campeã, Rosas de Ouro, levou para a avenida o enredo “Os Condutores da Alegria - numa fantástica viagem aos Reinos da Folia”.


Foram rebaixadas as escolas Mancha Verde e Unidos de Vila Maria, com 267,6 e 267,5 pontos, respectivamente.


Ainda ontem ocorreu a apuração das escolas do grupo de acesso, que dá direito a duas vagas no grupo especial no ano seguinte. No ano passado, venceram as escolas Nenê de Vila Matilde e Acadêmicos do Tatuapé.


A apuração deste ano foi realizada sem a presença dos torcedores, devido aos problemas registrados no ano passado, quando um torcedor invadiu a área reservada e destruiu cédulas com as notas das escolas. Houve confusão generalizada que culminou com sambistas presos e incêndio em alegorias das escolas de samba.

 

Rosas e Águia passam perto

 

A presidente da Rosas de Ouro, Angelina Basílio, disse ontem que não entendeu alguma das notas dadas pelos jurados, mas não lamentou o segundo lugar no Carnaval de São Paulo deste ano.


“A Rosas de Ouro foi perfeita. Não é 0,1 que vai tirar o brilho da escola”, afirmou a presidente.

A escola perdeu por critério de desempate no quesito Enredo. A Mocidade levou o título após receber nota 10 de todos os jurados no Enredo, enquanto a Rosas recebeu uma nota 9,9.


A escola, que fica na Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, foi a segunda a passar pela avenida no primeiro dia de Carnaval e trouxe as festas de diferentes países para o Anhembi. Os destaques da festa foram os carros gigantes e coloridos.



Erro da Águia


A escola Águia de Ouro foi a única penalizada neste ano, perdendo 1,1 ponto por ter excedido o tempo máximo de desfile, de 65 minutos. Caso não tivesse perdido essa pontuação, a escola teria terminado o desfile em primeiro lugar, com 269,8 pontos, ante os 268,7 conseguidos.


A festa foi feita por 3 mil foliões, divididos em 22 alas. A comissão de frente da escola foi composta por 14 acrobatas e dançarinos de diferentes estilos fantasiados de reis da folia. No ponto alto da festa, uma das integrantes saltou de uma alegoria para os braços dos outros componentes.


O carro abre-alas homenageou os tambores africanos, base das músicas e celebrações atuais. Em seguida, a escola levou a festa da Europa para a avenida, passando por festas conhecidas, como o Carnaval de Colônia, na Alemanha, e o Carnaval de Veneza, na Itália.


O segundo carro, “Aloha Festival”, foi dedicado ao continente Oceânico, onde foram registradas as primeiras celebrações.


A Rosas ainda fez referência às festas da Índia, Filipinas, Tailândia e Japão, até a chegada do terceiro carro alegórico, sobre o Ano Novo Chinês. Já nas Américas, foram lembrados o Carnaval de Nova Orleans, o de Barbados, festas peruanas e o Dia dos Mortos, do México.


A bateria da escola lembrou os guardas do palácio de Buckingham, da guarda real inglesa. As roupas, feitas de veludo, foram as mais caras do desfile deste ano da Rosas de Ouro. A atriz Ellen Roche, rainha da bateria, declarou que estava emocionada em desfilar pela escola por mais um ano. “Estamos entrando para rasgar o chão do Anhembi, para fazer o melhor espetáculo que a gente já fez”, disse.


O carro da festa mexicana Dia dos Mortos - comemorada no dia 2 de novembro - encantou o público da avenida, com flores e detalhes coloridos. Os componentes do carro apareceram ainda com os rostos pintados como caveiras, símbolo tradicional da festa. Flores de plástico também enfeitaram toda a alegoria.


No último setor, a Rosas mostra algumas festas brasileiras, destacando a festa Junina, do Boi Bumbá de Parintins, a Cavalhada, o Natal de Gramado, até o Carnaval, representado no último carro alegórico, chamado de Brasileiríssima. A presidente da escola, Angelina Basílio, foi o destaque da alegoria, como porta-bandeiras.


O último título de campeã da Rosas foi em 2010 com o enredo “Cacau é show”, quando venceu por uma diferença de apenas 0,25 pontos a Mocidade Alegre.

 

Susto marcou desfile da Mancha


São Paulo - Com ampla fonte de inspiração na vida e arte de Mario Lago, a Mancha Verde passou pela passarela do samba em São Paulo em 62 minutos, dentro do tempo regulamentar, depois de um susto com cerca de 30 minutos de desfile na madrugada de sábado. Houve um pequeno foco de incêndio no carro abre-alas que foi apagado rapidamente pelos bombeiros. Um membro de apoio da escola teve queimadura leve.