09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"Feira Estação Arte"


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Maravilhoso o passeio de Maria Fumaça ligando o passado ao presente. A história da Ferrovia em Bauru se entrelaça com a história do antigo Asilo-Colônia Aimorés, nasceram praticamente juntos, paralelamente. Um tem relação com o outro. Quando aconteceu a primeira reunião em 25 de setembro de 1927, no salão denominado Centro Bauruense, foram os trilhos da estrada de ferro que aproximaram os prefeitos e as pessoas interessadas em participar da primeira reunião com o intuito de resolver de uma forma brilhante e humanitária o grande problema que afetava nossa sociedade e a cidade sem limites. Com certeza a Maria Fumaça fez parte desta maravilhosa história do antigo Asilo-Aimorés, prestes a completar 80 anos dia 13 de abril de 2013, na sua trajetória de sucesso em prol dos portadores da antiga Lepra, como era conhecida no passado. Apenas duas vertente na história antiga, o antigo Leprosário de Bauru, o Leprosário da Estação Aimorés de Bauru, o Asilo-Colonia Aimorés, Sanatório Aimorés, Hospital Aimorés de Bauru, Hospital Lauro de Souza Lima e por último o Instituto "Lauro de Souza Lima", modificaram a sua estrutura, chegando a referência mundial no tratamento aos portadores da moléstia mais antiga da nossa humanidade. Em contrapartida, as ferrovias, que eram o centro ferroviário do nosso Estado, caíram em desgraça, desaparecendo, restando para Cartão Postal de Bauru um amontoado de ferro velho e um prédio totalmente abandonado.

A história do passado em preto e branco é a testemunha ocular deste fato que estou relatando por amor e paixão pelos fatos pretéritos. Sem reconhecimento, vou escrevendo e rabiscando nas folhas de papel, muitas também amareladas pelo tempo, pois já se passaram 37 anos. Eu, como funcionário servidor no atual Instituto "Lauro de Souza Lima", em Bauru, e conhecedor da história desde 26 de julho de 1968, é uma pena. Não é saudosismo, apenas uma imagem que fui gravando na minha memória no decorrer dos anos vividos ainda aqui no campo terrestre, na cidade sem limites que vai apagando a sua própria história, hoje conduzida por homens e mulheres modernos.

Jaime Prado