08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O crime compensa e recompensa


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Em 2006, Lula deu um presente aos viciados em drogas: o consumo não é mais crime e nenhum deles pode ser preso; em 2011, Dilma deu outro presentão aos criminosos violentos, via decreto: todo preso há mais de 20 anos poderá ser solto se tiver bom comportamento (mesmo se a condenação for de 150 anos). A verdade é que a esquerda adora um criminoso. Não me refiro à predileção por políticos com passagens pela polícia ou envolvidos em corrupção, destes que sempre são alocados em um órgão do governo federal. Refiro-me à tendenciosa manipulação dos institutos de execução penal para beneficiar todo tipo de criminoso. Tramita no Congresso Nacional aviltantes mudanças no Código Penal, mudanças tais que ajudarão a enfraquecer a repressão policial/judicial e beneficiar, de forma incongruente, os criminosos em toda sorte de crime.

É preciso compreender que todos os países de 1º mundo só conseguiram chegar ao grau de civilidade e urbanidade em que vivem (e o qual invejamos) porque, num momento crucial de suas histórias, tiveram que aplicar a "tolerância zero" para todo tipo de conduta ilícita. Pichador ou estuprador, traficante ou consumidor, vândalo ou ladrão, maior ou menor de idade, pouco importa se praticam atos que colocam a vida e o patrimônio público ou privado em risco, são considerados pessoas desajustadas ao convívio social e devem ser afastadas até que paguem por seus erros. E não há meio termo ou preocupação com o processo educativo/orientativo que deveria substituir a pena de prisão.

É um raciocínio que a esquerdopatia rejeita e, se comparar com os que ela adota como corretos, entende-se o porquê de sempre favorecer ao crime e ao criminoso. Para eles, alguém sempre tem que ser responsável direto pelo erro alheio, mas nunca apenas o infrator. Há sempre uma "dívida social" a justificar a existência do malfeitor. Foi neste contexto insano que as punições coletivas ganharam força nos gulags, presídios e fazendas coletivas dos países social-comunistas. E parece ser assim que estamos sendo condenados a viver.

Ivan Goffi