08 de julho de 2026
Cultura

Vai virar?

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 5 min

Fotos/arquivo/Éder Azevedo

Ballet Stagium

Mesmo passado o Carnaval, o calendário da Secretaria Municipal de Cultura continua agitado. O próximo grande evento público aguardado pela população é a Virada Cultural Paulista, que acontece em cidades selecionadas do Estado de São Paulo nos dias 25 e 26 de maio, um sábado e um domingo. Mas Bauru receberá, mais uma vez, esse evento?

Se depender dos bastidores, a resposta é sim. O que se sabe é que a coordenação da Virada Paulista já teria entrado em contato com a Secretaria de Cultura de Bauru, confirmando a vinda do evento para a cidade. Apesar da grande chance, ainda não há nenhum tipo de anúncio oficial.

Mas a esperada confirmação deve vir hoje, durante o 16º Encontro de Dirigentes Municipais de Cultura do Estado de São Paulo, que acontece no Teatro Sérgio Cardoso, na capital. O encontro vai reunir secretarias de Cultura de vários municípios, incluindo Bauru. O secretário Elson Reis deve participar do evento, juntamente com outros diretores municipais, como Jair José Marangoni, do Departamento Ação Cultural. Com as férias de Elson, Jair responderá interinamente pelo secretário no período em que estiver fora da  secretaria.

O evento, contudo, não visa tratar de assuntos relacionados à Virada. O objetivo da reunião é apresentar, por parte da Secretaria de Estado da Cultura, um plano de ação do Estado para o Interior. Dentro deste plano, cada Secretaria Municipal avalia o que tem condição de pleitear na área cultural junto ao Estado, dependendo do perfil e necessidade de cada município. Na oportunidade, os dirigentes ainda analisam os projetos que já vêm sendo desenvolvidos.

Informalmente, na ocasião, os dirigentes também procuram se informar a respeito da Virada Cultural Paulista. “Como estão todos dirigentes lá, aproveitamos para saber novidades sobre Virada, só que essa troca de informações acontece de maneira informal. Assim como aconteceu no ano passado, pode ser que nessa reunião consigamos confirmar a vinda da Virada para a cidade, assim como as datas das futuras reuniões para acertar a programação”, explicou Jair. “Se for confirmado o evento aqui, a próxima etapa será definir uma lista de artistas. Dessa lista, algumas atrações serão indicadas para Bauru”, esclarece.

O que já está definido na programação do município é a Revirada Cultural, que já virou tradição em Bauru, passando a integrar o calendário de eventos da cidade.  O caráter da Revirada é valorizar artistas locais, que têm a oportunidade de mostrar seu trabalho para um grande público, com acesso a uma estrutura profissional.


Nem só música

Nem só de música vive a Virada Cultural. A iniciativa, que tem a capacidade de transformar as cidades em um mega-ambiente com inúmeros palcos e cenas, envolve também teatro, circo, exposições, performances e diversas linguagens artísticas. A programação se espalha por museus, teatros e centros culturais. Muitas vezes, pode envolver a realização conjunta da rede Sesc, além de outros estabelecimentos e centros difusores de cultura que aderem ao programa.

No ano passado, 27 cidades participaram de mais uma edição da Virada, incluindo Bauru. O evento reuniu, em todo o Estado, um público total de 1,5 milhão de pessoas. A Virada Cultural Paulista é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura em parceria com os municípios e garante 24 horas ininterruptas de atividades culturais.


Vitória Régia está descartado?

Com o início do funcionamento do novo hospital do Centrinho, a Prefeitura de Bauru terá de mudar a forma de utilização do Parque Vitória Régia, que fica em frente à unidade. Conforme já divulgado pelo Jornal da Cidade, a própria legislação impede que o município emita alvarás de funcionamento para shows no Parque.

Com isso, a partir da inauguração do hospital localizado na Vila Universitária, a cidade poderá perder seu principal palco concebido para receber multidões a céu aberto. Contudo, a informação que se tem e que também foi comunicada à Secretaria Municipal de Cultura, é que a nova unidade, por enquanto, não estaria recebendo pacientes, estando apenas com seus laboratórios ativos.  “Por isso, a gente continua tendo o Vitória Régia como local principal para shows, claro que respeitando o hospital. Creio que, até maio, seja ainda possível realizar grandes eventos no Parque”, apontou Jair.

Caso o Parque tenha que ser descartado, o “plano B” apostado por Jair é o Sambódromo. “Testamos coisas lá que funcionaram muito bem e tiveram a aprovação muito positiva do público, como o show do Paralamas do Sucesso e a festa de escolha do Rei Momo e Rainha do Carnaval”, assinalou o diretor.


Bienal também será sucesso

Outro evento de âmbito público bastante aguardado neste semestre é a Bienal de Artes, que passa pela cidade em uma versão itinerante. Fotografias, instalações audiovisuais, óleo sobre tela e papelão, aquarela sobre papel, pequenos filmes e vídeos: pela primeira vez, os bauruenses poderão visitar a Bienal de São Paulo, mas sem ter que se deslocar até a Capital. Pelo menos 45 obras já selecionadas que integraram a 30ª edição da Bienal de São Paulo poderão ser vistas no Sesc Bauru de abril até junho deste ano.

Conforme o JC adiantou com exclusividade, Bauru foi incluída em uma seleta lista de apenas oito cidades do Brasil que receberão a versão itinerante da Bienal, que leva a temática “A iminência das poéticas”. O evento ocorreu primeiramente no Parque Ibirapuera, entre 7 de setembro e 9 de dezembro de 2012, e recebeu 520 mil visitantes em seu Pavilhão. Agora, a Bienal dá início à sua itinerância nacional com mostras em diferentes cidades brasileiras. Além de Bauru, foram contempladas para versão itinerante as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Campinas, Araraquara e São José do Rio Preto.

Por aqui, a Bienal deverá ser aberta no dia 17 de abril, no Sesc, com as presenças do diretor regional do Sesc, Danilo Santos de Miranda, e o curador da 30ª Bienal, Luis Pérez-Oramas. A mostra terá visitação gratuita até dia 23 de junho.