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Arquivo/João Rosan/22-01-2013 |
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“Não teria motivos para que não houvesse a Virada em Bauru”, ressalta o secretário de Cultura, Elson Reis |
O clima de suspense ainda vai permanecer no ar por mais um tempo. Ficou para a semana que vem a provável confirmação oficial de Bauru – e de pelo menos outros 26 municípios paulistas – como uma das sedes da Virada Cultural 2013, que este ano será realizada nos próximos dias 25 e 26 de maio. A expectativa era de que o anúncio fosse feito ontem, na Capital, durante o 16º Encontro de Dirigentes Municipais de Cultura do Estado, mas foi adiado para a próxima semana. No entanto, parece ser mesmo apenas uma questão de tempo o “ok” da participação de Bauru em mais uma edição deste evento.
Isso porque, confirmando o que a edição de ontem do JC Cultura divulgou, a coordenação estadual da Virada Cultural já sinalizou à Secretaria de Cultura bauruense que a cidade deverá ser uma das sedes. A “pista” veio de Maria Thereza Bosi, coordenadora da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural (UFDPC) da Secretaria Estadual de Cultura responsável pela organização do evento. “Conversei com ela, semana passada, que ligou pedindo informações. Perguntei (se Bauru estava garantida na Virada) e ela respondeu que tudo caminha para que se repitam as cidades do ano passado”, revelou o secretário municipal de Cultura, Elson Reis, que participou do encontro de ontem na Capital juntamente com Jair José Marangoni, do Departamento de Ação Cultural, que responderá interinamente pela Secretaria Municipal de Cultura durante as férias do titular, que retornará à função no próximo dia 4 de março.
Reis acrescentou, ainda, que as mudanças de gestão nos Executivos de alguns municípios, que elegeram novos prefeitos, gerou o adiamento do anúncio oficial por parte da Secretaria Estadual de Cultura. “Nos anos anteriores, a Secretaria fazia uma reunião com as cidades contempladas no dia seguinte a esse encontro de hoje (ontem), mas em função do processo eleitoral, alguns municípios mudaram os prefeitos. E como as cidades têm de se manifestar que querem continuar sediando o evento, a Secretaria atrasou um pouco essa definição.”
A expectativa, segundo Reis, é que o anúncio oficial não demore mais do que até o final da próxima semana para ser feito. E ele está otimista de que a confirmação de Bauru será efetivada. “Informalmente, a Secretaria diz que não deverá haver mudanças. Um motivo concreto para eventuais alterações seria um corte de verba na pasta, informação que não se cogitou, não teria motivos para que não houvesse (a Virada em Bauru). Não deu pra sentir nenhum sintoma negativo”, destacou o secretário.
Voz aos municípios
Reis informou também que a coordenadoria estadual da Virada pretende se reunir com os municípios contemplados com o evento já no início de março para discutir a programação de atrações. A intenção, segundo o secretário, é dar mais “voz” às cidades na elaboração das atividades, o que não foi possível, por exemplo, na edição 2012.
“Ano passado, a programação foi fechada muito em cima, mas este ano querem antecipar discutindo antes com as cidades, ampliando um pouco mais a participação. Este ano a coordenadora (Maria Thereza Bosi) acha que dá para abrir um pouco mais para os municípios fazerem ajustes que julgarem necessários na hora de fechar os nomes das atrações”, salientou Reis. “De resto, a estrutura deverá ser basicamente a mesma. Pelo que senti, a proposta é repetir o ano passado, até mesmo no formato, quando o evento foi um pouco mais enxuto em relação aos anteriores”, complementou.
O secretário de Cultura bauruense não acredita em aumento do número de atrações. “Isso implica em aumento de custos. Se ampliar seria melhor, mas acho difícil”, finalizou.
Números e atrações da Virada
Em 2012, a Virada Cultural Paulista foi realizada em 27 municípios: Americana, Araçatuba, Araraquara, Assis, Barretos, Bauru, Botucatu, Campinas, Caraguatatuba, Diadema, Franca, Indaiatuba, Jundiaí, Marília, Mogi das Cruzes, Mogi-Guaçu, Piracicaba, Presidente Prudente, Santa Bárbara D’Oeste, Santos, Santo André, São Carlos, São Caetano do Sul, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. No ano passado, o evento reuniu, em todo o Estado, um público total de 1,5 milhão de pessoas, sendo quase 57 mil somente em Bauru. A Virada Cultural Paulista é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura em parceria com os municípios e garante 24 horas ininterruptas de atividades culturais.
A Virada Cultural, que tem a capacidade de transformar as cidades em um mega-ambiente com inúmeros palcos e cenas, tem uma série de atrações que envolvem música, teatro, circo, exposições, performances e diversas linguagens artísticas. A programação se espalha por museus, teatros e centros culturais. Muitas vezes, pode envolver a realização conjunta da rede Sesc, além de outros estabelecimentos e centros difusores de cultura que aderem ao programa.
O encontro na Capital
O 16º Encontro de Dirigentes Municipais de Cultura do Estado contou com a participação de representantes de mais de 250 cidades do Estado e do secretário estadual Marcelo Mattos Araújo. O objetivo do evento é que os dirigentes de cultura conheçam os programas realizados em todas as regiões do Estado para que, futuramente, possam pleitear participações nas atividades de maior interesse para suas cidades. Além disso, a reunião é também uma oportunidade de discutir melhorias nos programas.
Ao longo do dia, foram apresentadas as ações desenvolvidas em todas as unidades da Secretaria - Fomento e Difusão Cultural, Patrimônio Histórico, Museus, Formação Cultural, Bibliotecas e Leitura. Além disso, foram tratadas também questões transversais que permeiam a atuação de todas as unidades, tais como Programa de Ação Cultural (ProAC), convênios e emendas parlamentares, além do conceito do modelo de gestão por organizações sociais. Revelando São Paulo, Mapa Cultural Paulista, Oficinas Culturais e Projeto Guri foram algumas das ações discutidas durante o evento – que permitiu também que os representantes municipais esclareçam suas dúvidas sobre cada programa.
Sambódromo é 'plano B'
Com o início do funcionamento do novo hospital do Centrinho, a Prefeitura de Bauru terá de mudar a forma de utilização do Parque Vitória Régia, que fica em frente à unidade. Conforme já divulgado pelo Jornal da Cidade, a própria legislação impede que o município emita alvarás de funcionamento para shows no Parque.
Com isso, a partir da inauguração do hospital localizado na Vila Universitária, a cidade poderá perder seu principal palco concebido para receber multidões a céu aberto. Contudo, a informação que se tem e que também foi comunicada à Secretaria Municipal de Cultura, é que a nova unidade, por enquanto, não estaria recebendo pacientes, estando apenas com seus laboratórios ativos. “Por isso, a gente continua tendo o Vitória Régia como local principal para shows, claro que respeitando o hospital. Creio que, até maio, seja ainda possível realizar grandes eventos no Parque”, apontou Jair José Marangoni.
Caso o Parque tenha que ser descartado, o “plano B” é o Sambódromo. “Imagino que não teremos problemas, mas antes de bater o martelo consultaremos essa questão. O Sambódromo tem se comportado bem ao receber eventos e acaba sendo uma alternativa, até por ser próximo ao Vitória Régia. É uma carta na manga que temos se tiver algum problema com o Vitória Régia”, complementou Elson Reis.