09 de julho de 2026
Nacional

Dilma discute compra de mísseis antiaéreos com premiê da Rússia

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - Em uma reunião de cortesia de pouco mais de uma hora, a presidente Dilma Rousseff recebeu na manhã de ontem no Palácio do Planalto o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev.

No encontro foi discutida a aquisição de baterias de mísseis antiaéreos russos de média altitude pelo Exército. A negociação está avançada e deverá envolver sistemas Pantsir-S1 e talvez Tor-2ME.

As negociações se arrastam há anos - foram reveladas em novembro de 2009, mas agora parece que serão concluídas. A expectativa é que o acordo seja fechado durante a visita de Medvedev.

Participaram do encontro, além de Dilma e Medvedev, o vice-presidente, Michel Temer, o chanceler Antonio Patriota, além de Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), do general José Carlos De Nardi (Estado-Maior das Forças Armadas) e embaixadores.


Infraestrutura

Durante o encontro, a presidente também convidou empresas russas a participarem dos projetos de infraestrutura do governo federal.

Essa iniciativa tem sido uma constante de Dilma, que tem recebido semanalmente empresários estrangeiros para apresentar incentivos para os planos de logística do governo federal.

Convencida de que estímulos internos não têm sido suficientes para sanar o gargalo na área, ela delegou aos ministros da área econômica a tarefa de angariar investimento estrangeiro.

Esse assunto, segundo o Planalto, deve ser tratado ainda hoje, em série de audiências no Palácio do Itamaraty.

Classificada pelo Planalto como “positiva” e “descontraída”, a reunião também tratou de parcerias nas áreas de energia - de gás, petróleo, hidrelétrica e nuclear -, aeroespacial, de defesa e de tecnologia.

A presidente sinalizou interesse em estimular, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, o envio de estudantes brasileiros para a Rússia sem a necessidade de flexibilizar regras de idioma. Sem estudantes brasileiros naquele país com esse tipo de incentivo do governo, o Planalto avalia que a língua é o principal entrave para aproximar ambos os países nesse tema.