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Fotos: Douglas Reis |
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Terminal Rodoviário |
Está aprovado tecnicamente no Ministério das Cidades projeto de mobilidade urbana para transformar o trajeto da avenida Pedro de Toledo até o atual Terminal Rodoviário, incluindo a extensão da Rodrigues Alves, no Centro, e da Nações Unidas que interliga o trecho, em um novo corredor do transporte coletivo em vias duplicadas. O projeto orçado em quase R$ 13 milhões integra o PAC Mobilidade Urbana e deve ser divulgado nos próximos dias pelo governo federal. A verba é obtida através de financiamento subsidiado com juros de 0,5%. O financiamento precisa ser aprovado pela Câmara Municipal de Bauru.
Elaborado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), que pela primeira vez em vários governos apresenta projetos municipais em Brasília, o
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Praça Machado de Mello |
projeto engloba novo corredor de ônibus nas três avenidas, com faixas exclusivas para o transporte coletivo urbano nas faixas mais centrais e uma faixa de cada lado destinado aos veículos leves nas extremidades.
A concepção é parecida com o que foi feito na Avenida 9 de Julho, em São Paulo. Os carros circulam nas faixas das bordas e os ônibus na parte central da avenida. O canteiro da Rodrigues Alves seria eliminado para dar lugar à adaptação.
Prefeitura e Câmara terão de discutir com a sociedade a contratação de financiamento.
Para desafogar
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Praça do Líbano |
O corredor da avenida Rodrigues Alves, que recebe mais da metade de todo o transbordo e embarque atual de passageiros do transporte coletivo, seria distribuído entre três terminais de integração, um onde hoje funciona a Rodoviária, outro na Praça Machado de Mello e outro na Praça do Líbano (veja imagem nesta página).
A ideia de instalar terminais de embarque e desembarque para desafogar as quadras mais centrais da Rodrigues Alves e descentralizar a interligação de linhas de coletivos dos bairros em direção à região central está nas pranchetas dos engenheiros da Emdurb há anos. Agora, o primeiro projeto enviado ao Ministério das Cidades, pelo menos, conta com aprovação.
As canaletas exclusivas ao transporte coletivo viriam para amenizar, ao menos no trajeto que interliga as três avenidas (Pedro Toledo, Rodrigues Alves e Nações Unidas) a “disputa” entre ônibus e carros de passeio. Para o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), o foco do projeto é agilidade na mobilidade urbana. “A forma atual de utilização da Rodrigues Alves como corredor de ônibus do transporte coletivo está saturada. Como aconteceu na Avenida 9 de Julho em São Paulo, as canaletas centrais seriam destinadas exclusivamente aos ônibus”, aborda.
O projeto de mobilidade levado ao Ministério das Cidades inclui a substituição completa do piso atual das avenidas Rodrigues Alves e Pedro de Toledo, eliminação do concreto atual no canteiro central com remodelação para as canaletas de coletivos e substituição do calçamento, arborização e mobiliário urbano (como os pontos de ônibus) e acessórios, como lixeiras.
Três terminais de integração
A avenida Rodrigues Alves deixaria de ser o único corredor de transbordo na área central, com a descentralização da integração das linhas dos ônibus coletivos sendo distribuídas entre os três pontos: Praça do Líbano, Terminal Rodoviário e Praça Machado de Mello.
Projeto transforma corredor central
Maquetes mostram que Rodrigues Alves terá faixas exclusivas para coletivos; veículos particulares circularão nas laterais
O projeto de corredor do transporte aprovado junto ao Ministério das Cidades modifica completamente a forma de utilização das faixas da Avenida Rodrigues Alves (veja imagens ao lado). Em quatro quadras, a proposta distribui dois pontos de embarque e desembarque, dois em cada lado de sentido. Mas os pontos não estarão mais nas calçadas, como é atualmente.
Segundo o arquiteto João Felipe Lança, da Emdurb, que fez o estudo juntamente com a equipe do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, os pontos de embarque e desembarque de passageiros dos coletivos estarão a uma distância média de 400 metros cada um. Nas quadras dos pontos de ônibus, dois na região da Araújo Leite e outros dois na região da Virgílio Malta, as faixas “afunilam” para privilegiar os passageiros (veja maquete). Nas demais quadras, as faixas serão redistribuídas entre coletivos e veículos particulares. O conceito principal é que os coletivos passam a circular exclusivamente na faixa central, próxima dos canteiros. Os canteiros serão eliminados na Rodrigues Alves.
O projeto
Segundo o projeto apresentado pela Emdurb em Brasília (DF), na situação atual o corredor central da Rodrigues Alves utiliza quatro metros de cada lado destinado às calçadas, nos dois sentidos, 80 centímetros de canteiro e 7,6 metros de cada lado para o tráfego compartilhado de veículos e ônibus coletivos.
Na simulação apresentada no projeto, nas quadras onde vão existir os pontos dos coletivos as calçadas ficariam com três metros de cada lado. A canaleta exclusiva para os ônibus, na parte central, ficaria com nove metros no total (o que permitiria duas faixas destinada aos coletivos de um lado e uma do outro). Na quadra onde há o ponto a situação se inverte, como nos desenhos.
Os veículos particulares teriam uma faixa única de três metros de cada lado, circulando próximo das calçadas. Nas quadras onde existirão os pontos de embarque dos ônibus, os carros vão ficar separados dos coletivos por um canteiro de 2,5 metros (onde serão instalados os pontos, como nos desenhos nesta página).
“A faixa central, de nove metros, ficará exclusiva aos coletivos. Sendo duas faixas em um sentido e uma de três metros no outro sentido nas quadras onde haverá os pontos de embarque. Nas demais as faixas voltam a ser alargadas, mas com o mesmo conceito: os ônibus sempre na faixa mais próxima de onde é o canteiro”, explica Lança.
O fluxo de veículos das linhas interbairros será redistribuído entre os três terminais de coletivos já informados na página 8, sendo no Terminal Rodoviário, na Praça do Líbano e na Praça Machado de Mello.
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A avenida Rodrigues Alves deixaria de ser o único corredor de transbordo na área central, com a descentralização da integração das linhas dos ônibus coletivos sendo distribuídas entre os três pontos: |