08 de julho de 2026
Nacional

Advogado diz que mochila apreendida com sinalizadores é do adolescente

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O advogado do adolescente que assumiu a autoria do disparo do sinalizador que matou o torcedor boliviano Kevin Espada, 14, Ricardo Cabral, afirmou hoje que a mochila apreendida na Bolívia com sinalizadores é do próprio jovem.


O advogado comentou sobre o caso na manhã desta segunda, quando compareceu na Vara de Infância e Juventude de Guarulhos, onde o adolescente se apresentará na tarde de hoje e contará sobre o incidente ocorrido na última quarta-feira durante o empate entre San José e Corinthians, por 1 a 1, em Oruro, pela Taça Libertadores.


De acordo com Cabral, os sinalizadores encontrados na mochila têm o mesmo número de série que o artefato disparado em direção à torcida boliviana.


Segundo o advogado, o adolescente abandonou a mochila logo após ter atirado o sinalizador e saiu correndo da arquibancada com medo de represália da própria torcida. Por isso, a mochila foi apreendida com os outros torcedores.


A polícia boliviana pegou a mochila na arquibancada e prendeu 12 torcedores corintianos. Ainda de acordo com Cabral, o adolescente comprou seis sinalizadores por R$ 20 cada um na rua 25 de março.


O advogado afirmou ainda acreditar que não há razão para o adolescente ser extraditado. Mas a justiça boliviana pode vir tomar depoimento do jovem no Brasil.


No último domingo, em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo, o adolescente assumiu a autoria do disparo do sinalizador.


"Estávamos comemorando o gol e eu fui acender o sinalizador, como se fosse igual aos outros. Apertei a parte de baixo e não aconteceu nada. Quando puxei de novo ele disparou para torcida boliviana", disse o menor, que é sócio da torcida Gaviões da Fiel há dois anos. "Não fiz mira na torcida boliviana. Disparou".


Há temor entre membros organizada que o menor seja considerado um "laranja". Ou seja, que estaria assumindo a culpa para que os presos na Bolívia, entre eles um importante diretor da uniformizada, sejam libertados.


"[A confissão] não é para proteger ninguém, não. Eu só quero assumir meu erro mesmo. Não é certo as pessoas pagarem por algo que não fizeram. Se estivesse no lugar delas, não ia querer pagar por algo que não fiz", afirmou.