09 de julho de 2026
Política

Oposição aprova ideia de realocar verba


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Após tecer duras críticas aos discursos elogiosos da base aliada às propostas de financiamento via PAC, Arildo Lima Junior (PSDB) afirmou que a utilização do dinheiro já recolhido pelo FTE lhe parece mais segura. No microfone, o tucano já havia dito que sentia clima parecido ao do ‘trem bala’ de Tidei de Lima, “que aprovou empréstimos para atender a interesses de algumas pessoas”.

O comentário de Arildo irritou o vereador Moisés Rossi (PPS), que negou a existência de fenômeno político semelhante nesta legislatura, mesmo com os parlamentares governistas em maioria. O líder Renato Purini (PMDB) se encarregou de acalmar os ânimos.

A proposta do peemedebista agradou também ao oposicionista Raul Gonçalves de Paula (PV). O verde não se opõe ao financiamento por entender que o endividamento do município seria mínimo [inferior a R$ 2,5 milhões ao ano pelos dois projetos].

Apesar disso, antes mesmo de Purini discursar, Raul já havia cogitado a possibilidade de usar o dinheiro do FTE para o asfalto e remodelação da Rodrigues Alves ou então para sanar os problemas de abastecimento e reservação de água na cidade. “Daria para perfurar poços e construir reservatórios com capacidade de garantir o fornecimento de água por três dias”, pontuou.

Outro que aprovou a troca do empréstimo pelo uso do dinheiro do FTE foi Fernando Mantovani (PSDB).


Restrições na base

Vereadores governistas que discursaram favoravelmente aos financiamentos pelo PAC apresentaram restrições à proposta de Purini. Roque Ferreira (PT), por exemplo, argumentou que a mudança na legislação teria que vincular o dinheiro do FTE aos projetos contemplados pelo PAC. “Tem que ficar tudo explícito na lei. Caso contrário, corremos o risco de perder tudo o que foi construído”, observou.

O petista defende o empréstimo pelo PAC Pavimentação, mas pondera que gostaria de ter acesso ao Plano Municipal de Mobilidade Urbana antes de se posicionar sobre o outro projeto. “À primeira vista, parece muito bom”, opinou.

Já Telma Gobbi (PMDB) havia dito que, mesmo com os riscos de endividamento, era preciso coragem para executar as obras necessárias. “Ninguém mais consegue andar na Rodrigues Alves”.

Quanto ao uso do dinheiro do FTE, ela preferiu dizer que precisa de uma análise técnico-financeira a respeito. “Me parece bobagem não pegar emprestado um dinheiro tão barato”.

Há também as divergências sob o ponto de vista da destinação do dinheiro do FTE. O presidente Sandro Bussola (PT), por exemplo, defende que o abastecimento de água é prioridade. Tanto o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) quanto a vice Estela Almagro (PT) já haviam se posicionado nesse sentido também.

Por outro lado, Fabiano Mariano (PDT) e Roberval Sakai (PP) foram dois dos vereadores que aprovaram a proposta de Renato.