Reportagem na TV mostrou a falta de médicos especializados em cirurgia pediátrica cardíaca e em várias outras especialidades, mais acentuadamente no norte e nordeste do País. O número de crianças que precisam se submeter a cirurgias é impressionante e assustador. São vidas e mais vidas que estão em jogo. Que médico vai fazer residência e se especializar sem qualquer perspectiva de ganhos compatíveis à responsabilidade, mas em troca de irrisórios salários em regiões que vão lhe oferecer baixíssima qualidade de vida? Mesmo nos grandes centros, não vale a pena.
Enquanto funcionários do Palácio da Alvorada, da Esplanada dos Ministérios, tais como ascensoristas, faxineiros e tantos outros ganham salários polpudos, parlamentares usufruem de cartões corporativos, salários milionários, 14º e 15º salários, verbas de gabinetes astronômicas e Cuba recebe milhões de dólares do governo brasileiro, esse pobre e incauto povo que em troca de R$ 70,00 os elege, assiste seus filhos agonizarem e abraçarem a morte.
Nei Silveira de Almeida