Os torcedores que forem aos jogos de futebol durante a Copa das Confederações, em junho deste ano, correm o risco de ficar incomunicáveis em diversos momentos ao longo da partida. Com uso intenso da rede das operadoras - principalmente durante os lances mais emocionantes, como a entrada das seleções e logo após os chutes a gol-, quem estiver na plateia terá de fazer muitas tentativas antes de conseguir completar a chamada, enviar torpedos ou acessar a Internet.
De acordo com o Sindtelebrasil, sindicato que representa as teles, a sensação deve ser a mesma já experimentada pelos brasileiros nas festas de virada de ano, por isso o problema recebeu o apelido de “efeito Réveillon”.
“Sem a instalação de antenas dentro do estádio para fazer reforço da rede não é exagero dizer que o sinal será precário”, diz o presidente do sindicato, Eduardo Levy. Até agora, porém, não há nenhum acordo firmado entre operadoras e organizadores para colocação da infraestrutura.
Para fechar um acordo para locação de um espaço para instalação dos equipamentos, as quatro principais empresas do País - TIM, Oi, Claro e Vivo - formaram uma espécie de consórcio em que cada uma negociaria com um estádio diferente. A proposta é que cada empresa se responsabilize por agilizar o reforço do sinal, que será compartilhado por todas elas. O método reduziria custos e deveria acelerar os trâmites. A expectativa é de um investimento de R$ 200 milhões em equipamentos dentro dos estádios.