09 de julho de 2026
Nacional

Polícia pede prisão preventiva dos suspeitos da Kiss

Por Felipe Bächtold | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul encaminhou nesta quinta-feira (28) um pedido de prisão preventiva para os quatro suspeitos presos após o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, há um mês.

Arquivo JC

A investigação aponta até agora que ocorreu um 'crime hediondo'

Dois sócios da casa noturna, o vocalista e o produtor da banda Gurizada Fandangueira estão detidos temporariamente desde o dia seguinte à tragédia. Sem uma nova ordem de prisão, eles seriam liberados no próximo domingo.

O delegado Sandro Meinerz justifica o novo pedido afirmando que houve comoção social com a tragédia que matou 239 pessoas e que a prisão garante a integridade física dos suspeitos.

Segundo Meinerz, a investigação aponta até agora que ocorreu um "crime hediondo", em que existe "a manutenção da ordem pública". "O fato causou um abalo violento. Para restabelecer a paz social e a credibilidade do Estado, apresentamos isso como motivo." Na prisão preventiva, não existe um prazo fixado de detenção.

 

Laudos

Os policiais pretendem colher novos depoimentos dos suspeitos presos. A data do encerramento do inquérito que apura as circunstâncias do incêndio ainda não está definida. Havia a previsão de terminar a investigação nesta semana, mas o prazo foi estendido. A polícia fala agora em mais dez dias de apuração. Além do grande número de depoimentos, também pesa a quantidade de análise de documentos, como licenças.

Um outro fator é a chegada de laudos com resultados de perícias. Os policiais aguardam os resultados de exames, feitos pelo Instituto Geral de Perícias do Estado, que vão apontar as causas das mortes, informação imprescindível para as conclusões do inquérito.

 Segundo o delegado Meinerz, já há a informação preliminar dos peritos de de que vítimas morreram intoxicadas com cianeto, gás liberado durante o incêndio da casa noturna.

 Com essa confirmação, haverá um agravante a ser considerado nas responsabilidades dos indiciados.