09 de julho de 2026
Política

Ajustes custarão R$ 100 mil à Câmara

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

A Câmara Municipal de Bauru estima desembolsar R$ 100 mil reais para atender a todas as recomendações apontadas para conseguir se adequar aos critérios mínimos de segurança e receber o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O levantamento ainda é informal, mas foi baseado nos apontamentos feitos na semana passada, que serão formalizados por meio de um laudo.

As condições estruturais da sede do Legislativo já vinham sendo alvo de preocupação, tanto que a empresa Isamix Tranding Ltda. executa serviços de recuperação do imóvel com a colocação de estacas. Agora, com a preocupação relativa à segurança dos prédios, após a tragédia ocorrida em Santa Maria (RS), surge mais essa necessidade.

O presidente da Câmara, Sandro Bussola (PT), criou, na última terça-feira, uma comissão especial para tratar do assunto. O grupo será presidido pelo vereador e bombeiro aposentado Arildo Lima Junior (PSDB) e contará ainda com Telma Gobbi (PMDB) e Markinho da Diversidade (PMDB).

A ideia é que a comissão articule todas as providências necessárias para que a execução das obras comece em um prazo de 30 dias. “A partir disso, acredito que possamos nos adequar em até três meses”, pontuou o petista.

O primeiro passo será a elaboração de um projeto técnico para minuciar as intervenções solicitadas, dando, inclusive, a dimensão de cada uma delas. “Os bombeiros já se prontificaram a nos ajudar com isso, mas vamos precisar de um engenheiro ou um arquiteto”, comentou Lima Junior.

O Legislativo, no entanto, pretende não gastar com a elaboração deste projeto. Bussola pontua que tanto a Secretaria Municipal de Planejamento como a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) dispõem de funcionários gabaritados para desempenhar a tarefa. “Vamos solicitar ao prefeito [Rodrigo Agostinho] que indique o profissional imediatamente”, disse Arildo.


Redução de custos

O presidente da comissão especial afirmou ainda que vai atuar para que a Câmara Municipal gaste o menos possível para se adequar, apesar da estimativa de R$ 100 mil. “Vamos trabalhar para reduzir isso. Só o projeto vai nos livrar de, aproximadamente, R$ 6 mil. Também podemos fazer parcerias com o DAE para algumas intervenções a não ser que chegue-se ao entendimento de que vale a pena contratar toda a obra”, observou.


O que precisa?

Duas das principais medidas apontadas pelo Corpo de Bombeiro para que a Câmara Municipal de adeque às normas técnicas de segurança são a construção da rede hidrante, exigida para prédios com mais de 750 metros quadrados, e de uma caixa reservadora de água com capacidade de 10 mil litros.

Além disso, o imóvel não dispõe de alarme de incêndio. Também será necessária a instalação de mais extintores móveis em pontos estratégicos do prédio.

A sede do Legislativo terá ainda que alargar suas portas para se adequar às medidas seguras para saídas de emergência. Outro item a ser observado é se as espumas utilizadas nos estúdios da TV Câmara são ou não inflamáveis. Se forem, precisarão ser trocadas.


Novo prédio

A necessidade de um alto investimento no prédio da Câmara surge em meio à discussão sobre a construção de um novo prédio para o Legislativo. O presidente Sandro Bussola, apesar de admitir preocupação, pondera que mesmo com o sucesso da mudança outro órgão pública, certamente, ocupará o imóvel da praça Dom Pedro II. “Temos que deixá-lo estruturado para quem vier”. Apesar disso, o petista admite economia em intervenções necessárias, mas que estavam sendo superestimadas anteriormente. O projeto de reforma dos banheiros do prédio, por exemplo, estavam orçados em R$ 60 mil e previam, até mesmo, a colocação de pedras de mármore. “Não quero gastar mais do que R$ 25 mil. Vamos substituir o material mais nobre por porcelanato, que atende às nossas necessidades”.

Bussola diz que estão avançadas as tratativas para a construção de um novo prédio. “Temos amplo apoio dos vereadores”. Ele garante não ter a pretensão de concluir as obras. “Isso é o mais importante para que não extrapolemos nos gastos e tenhamos uma obra bem feita. Não preciso desses louros.”. Bussola adianta ainda que, caso contrate a obra, montará uma comissão especial com ampla participação de setores da sociedade. “Será algo muito grandioso, que precisa do maior grau de transparência possível. Além disso, é muito complexo para o nosso setor de compras centralizar”, enfatizou.