Mais um caso de violência sexual foi registrado em Bauru. O auxiliar geral Valdenir Alves, 35 anos, foi preso em flagrante pelo estupro de uma menina de apenas 12 anos no Jardim Bela Vista. A vítima disse que fora atraída pelo autor com promessa de presentes e depois ameaças. O homem já tem passagem por crimes semelhantes (leia mais abaixo).
O flagrante ocorreu anteontem na quadra 1 da avenida Nuno de Assis, nas proximidades do Fórum de Bauru. Uma mulher que aguardava no ponto de ônibus acionou a Polícia Militar (PM) ao ver um homem arrastando uma garota ao matagal.
Assim que a viatura chegou ao local, a vítima (o nome foi preservado pela reportagem) correu em direção aos policiais chorando muito. Ela teria dito que um homem, mesmo sem seu consentimento, queria que ela fizesse “coisas”.
Após localizar Valdenir Alves, que ainda estava se recompondo, a PM descobriu o que seriam tais “coisas”. A vítima contou que o auxiliar geral teria a forçado a tocar em seu órgão genital e ainda introduzido o dedo em sua vagina.
Ele negou o fato, porém, depois, disse que queria namorar a vítima. Com Valdenir Alves foram encontradas uma embalagem de preservativos com duas unidades intactas.
O acusado foi conduzido ao Plantão da Polícia Civil, onde o delegado Roberto Cabral Medeiros o autuou em flagrante por estupro de vulnerável. A vítima também foi ouvida pela polícia. Ela confirmou todas as acusações contra Valdenir Alves.
Apesar do flagrante anteontem, a garota de apenas 12 anos contou que a história começou há cerca de 15 dias, quando fora atraída por promessas de presentes. Naquela data, Valdenir Alves passou a ligar para a vítima. Ele disse que conseguiu o telefone da garota com um amigo em comum de Piratininga e afirmava que a conhecia da escola.
Nas ligações, dizia que a achava muito bonita e que queria presenteá-la com roupas e um celular novo. Há uma semana, após muita insistência do autor, eles se encontraram pela primeira vez, exatamente no local em que estavam quando o flagrante ocorreu.
Na ocasião, Valdenir deu um celular de presente à vítima e já tentou agarrá-la com beijos e carícias. Assustada, ela conseguiu fugir.
Ameaças
Da promessa de presentes, a “isca” se transformou em ameaças. Após a garota ter fugido levando o celular, o homem começou a ligar insistentemente e mandar mensagens para a vítima. Irritado, ameaçava que não daria paz tanto a ela quanto a seus pais.
Anteontem, ele teria convencido a vítima sobre o novo encontro. Ele teria dito que, caso a menina não quisesse mais nada com ele, que fosse ao mesmo local e devolvesse o presente. Foi exatamente quando tudo ocorreu.
Na Polícia Civil, a menina sustentou o tempo todo, diante da mãe, que se deixou levar pela conversa do auxiliar geral. Ela também relatou que não contou o que ocorria aos pais justamente por medo de que o autor concretizasse as ameaças.
A garota passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) para a confirmação do estupro. O laudo deve ficar pronto dentro de 30 dias. Já Valdenir Alves foi conduzido à Cadeia Pública de Barra Bonita.
Antecedentes
Apesar de ter negado o estupro contra a jovem de 12 anos, o passado de Valdenir Alves não o ajuda. De acordo com o boletim de ocorrência (BO), ele tem antecedentes criminais por crimes semelhantes.
Conforme a reportagem apurou, o auxiliar geral já havia sido condenado em 2007 por importunação ofensiva. O fato é considerado o antigo atentado violento ao pudor. Em 2009, tal crime deixou de existir e passou a configurar como estupro.
Mulheres nuas
Além dos preservativos que estavam com Valdenir Alves, foram apreendidos ainda três aparelhos celulares. Um dos equipamentos foi justamente o que o auxiliar geral teria dado para a garota de 12 anos há cerca de uma semana.
No boletim de ocorrência (BO), consta que, em uma breve visualização por parte dos policiais, descobriu-se que um dos celulares em posse do acusado continha várias fotografias de mulheres nuas. Os equipamentos passarão por perícia técnica.