10 de julho de 2026
Geral

Dengue passa de 800 casos e Saúde foca imóveis que estão desocupados

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem mais 43 casos autóctones de dengue. Até o momento houve 829 registros da doença, sendo 823 autóctones e seis importados.

A secretaria alerta a todos os moradores, proprietários de imóveis com edificações desocupadas ou de imóveis sem construções, que providenciem não só a capinação quando necessária, mas também a retirada de todo o lixo ou entulhos, já que as larvas do mosquito transmissor da dengue se proliferam em qualquer tipo de recipiente que possa armazenar o mínimo de água possível, desde tampinhas de garrafas até garrafas pets, latas, baldes etc.

Outro entrave no controle da dengue são os imóveis abandonados. Relatório elaborado pela Polícia Militar constatou a existência de 68 imóveis caracterizados como em situação de abandono. Muitos dos seus  proprietários, conforme cadastros da prefeitura, são falecidos.

Assim sendo, por falta de atualização desses cadastros, o serviço de identificação de outros responsáveis legais desses  imóveis está em andamento e, quando encontrados, serão notificados para as devidas providências. De acordo com o serviço de fiscalização, responsáveis por 55 imóveis já foram notificados e os processos estão em andamento. 

A Divisão de Vigilância Ambiental informa também que é proibido atear fogo para queima de mato ou de entulhos.


Controle

Os agentes de endemias continuam com o trabalho de redução de criadouros nas regiões dos bairros do Jardim Ferraz, Vila Ipiranga, Jardim Vitória e adjacências, com visitas domiciliares, onde está o maior número de casos registrados.

Entretanto, a Secretaria de Saúde alerta à população sobre a necessidade de manter as medidas preventivas para eliminação de criadouros de larvas do mosquito transmissor, como evitar vasos de plantas com pratos de plástico; manter ralos internos e externos tampados, bem como os vasos sanitários; manter as piscinas limpas, tampadas ou desmontadas, quando possível; descartar todo material inservível com potencial para criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti (garrafas, latas, embalagens vazias, pneus e outros) e manter a limpeza das calhas antes de sair de casa por vários dias.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que as orientações acima citadas devem ser adotadas como medidas de rotina e que a colaboração da população é fator fundamental para a prevenção da doença.