Quando eu ouvia isto há algum tempo atrás achava que queria dizer que era uma cidade rumo ao desenvolvimento inteligente, sustentável, mesmo situada dentro de uma depressão geográfica tinha um horizonte amplo, respeitando as pessoas sem privilegiar só os que são a favor de quem manda, população com educação e informação para fazer boas escolhas políticas, com progresso que visasse o respeito pela natureza, os animais, o meio ambiente.
O que acontece é que mais uma vez houve um erro de interpretação. Bauru está totalmente sem limites mesmo, sem limites para dar ao povo o mínimo que precisa para sobreviver: a água, sem limites para que as tais "autoridades" que deviam cuidar do meio ambiente usem o poder para devastá-lo, sem limites para o cuidado com os animais onde quem deveria ter as soluções e dar o exemplo é quem mais mata, sem limites para impor algum limite e realmente colocar a cidade no rumo certo, mas qual é esse rumo? O que estamos vendo, pelo menos para a minoria a qual pertenço, é um abismo que vai custar muito caro num futuro bem próximo e não estou falando só de dinheiro. Se mesmo com o apelo para que vejam outras opiniões além do próprio espelho, não vejo outra saída senão procurar outro lugar para viver, estou muito velha para ficar assistindo a tudo desmoronando e a maioria achando lindo, fabuloso, perfeito,... talvez eu esteja exagerando mas também peço que levem em consideração que pode ser só opiniões de uma velha rabugenta.
Nesse instante estou escrevendo ao som de motoserra que está matando mais uma árvore e para comprar uma motoserra é preciso porte: "São obrigadas ao cadastro, ao registro, e à sua renovação anual junto ao Instituto Estadual de Florestas ? IEF, as pessoas físicas e jurídicas, os prestadores de serviço que envolva o uso de tratores de esteira e similares, e os que utilizem, comercializem transportem motosserra, motopodas e similares, na forma da lei." Mas aí entra o jeitinho brasileiro de infringir leis e regras porque sabem da falta de fiscalização e punição.
Pois é, dona Alzira Garcia, foram-se as árvores da Luso, da antiga Antárctica, do espaço onde irão construir condomínios para atender ao crescimento dos milionários da cidade e todas as que estão incomodando os moradores que veem numa árvore obstáculo e sujeira e esse povo ignorante que está transformando essa cidade numa estufa quente digna deles que estão fazendo laboratório para o lugar onde pretendem habitar; o quinto dos infernos. Eles e as autoridades que nada fazem, se a Semma pusesse em prática a lei que pune com multa de R$ 500,00 que faz poda drástica ou tira árvore sem autorização fariam um ótimo caixa.
A nós, que não concordamos com essa devastação, só resta desabafar nessa tribuna porque denunciar é ainda mais desgastante e decepcionante quando respondem que autorizaram a erradicação de mais uma. Alguém sabe por anda Rodrigo Agostinho, aquele moço ambientalista que desde a adolescência lutava para defender a natureza, lutou para preservar e repor a mata ciliar das margens do Rio Batalha, que não está dando conta da demanda e vão inundar uma grande área represa como solução mais inteligente e rápida, que chegou a invadir propriedade particular pra salvar uma espécie de bromélia em extinção correndo o risco de ser preso, que se mobilizava pra salvar árvores que iriam ser cortadas?
Para fazer uma represa como solução mais inteligente e rápida, que chegou a invadir propriedade particular para salvar uma bromélia que estava em extinção correndo o risco de ser preso, que se mobilizava quando árvores iriam ser cortadas? Quem souber, avise-nos, porque estão acabando com o cerrado que ele tanto defendeu como a única solução para o progre$$o. Desse modo vão acabar com toda a vegetação nativa, vão acabar com todoa vegetação.
Dora Canaver