08 de julho de 2026
Geral

Dengue: Paciente reclama da falta de exames

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Uma moradora do Jardim Marambá, que preferiu não se identificar, denuncia que procurou atendimento médico no maior plano de saúde com atuação na cidade, foi internada e, até ontem, não tinha sido submetida a exame para comprovação da doença. “O médico plantonista pediu para procurar um infectologista. Consultei cerca de oito especialistas, mas a consulta mais próxima é dia 21 de março.”

Ela conta que apresenta vários sintomas e que a suspeita é de dengue. “Muita dor no corpo, febre que não cessa e mal-estar geral. Na primeira vez que procurei o médico, ele receitou antitérmico e analgésico e me mandou para casa. Depois fui internada e, mesmo assim, não consigo fazer o exame. Hoje (ontem), vou tentar de novo. Consultei a assistente social e ela me orientou a passar pelo clínico geral e pedir que ele solicite o exame. O que me preocupa é que, no período de internação e nas consultas, observei que mais de seis pessoas apresentavam os mesmos sintomas.”

Outro lado

Procurada, a assessoria de imprensa do hospital onde a paciente se consultou afirma que adota o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde e que, em nenhuma hipótese, há orientação para que médicos encaminhem pacientes para atendimento com infectologistas. Ainda de acordo com a assessoria, os pacientes que chegam ao Pronto-Atendimento da unidade com sintomas de dengue são triados, atendidos pelo médico e, se necessário, submetidos a hemograma e prova do laço.

Por esse motivo é que a colaboração da população é indispensável para o controle da doença.

De acordo com a Divisão de Vigilância Ambiental do município, todos os moradores, proprietários de imóveis com edificações habitadas e desocupadas ou de imóveis sem construções devem providenciar não só a capinação quando necessária, mas também a retirada de todo lixo ou entulhos, já que as larvas do mosquito transmissor da dengue se proliferam em qualquer tipo de recipiente que possa armazenar o mínimo de água possível, desde tampinhas de garrafas até garrafas pets, latas, baldes etc. A Divisão informa também que é proibido atear fogo para queima de mato ou entulhos.