10 de julho de 2026
Esportes

Paschoalotto/Bauru conquista vitória histórica

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.

O jogador Gui Deodato foi o destaque e o cestinha da partida

Depois de quase 11 anos de ‘jejum’ contra o Flamengo fora de casa, ontem, e contando com atuação fulminante no último quarto, o Paschoalotto/Bauru venceu a equipe carioca no Rio de Janeiro por 89 a 74 e se manteve na briga pelo G-4, grupo que já tem vaga direta garantida nas quartas-de-final do Novo Basquete Brasil (NBB) 2012/13.

O resultado mantém o time bauruense na quinta posição, com 17 vitórias em 26 jogos e pouco mais de 65% de aproveitamento. O cestinha da partida foi o ala bauruense Gui, com 21 pontos anotados, um a mais do que Ricardo Fischer, com 20, outro destaque do Paschoalotto/Bauru ontem.


A última vitória de Bauru sobre o Flamengo fora de casa havia ocorrido em abril de 2002, no Campeonato Brasileiro, quando o time ainda se chamava Tilibra/Copimax. Na atual temporada do NBB, o time do Rio, líder da competição, só havia sido derrotado duas vezes – para o Brasília, no Distrito Federal, e para Franca, em casa.


O histórico do Flamengo refletia o grau de dificuldade que o Paschoalotto iria enfrentar em quadra, mas os jogadores de Bauru não se intimidaram e, no primeiro lance, Pilar roubou a bola e tentou uma enterrada. Apesar do lance não ter dado certo, na sequência, Larry abriu o placar e o Paschoalotto chegou a vencer por cinco pontos de vantagem.


O Flamengo empatou faltando 5 minutos para o final do quarto e conseguiu se manter na frente com boas jogadas do ala Marquinhos, sempre com Bauru na cola. Apesar da pressão, o time do Rio venceu o primeiro quarto por 26 a 22. No segundo quarto, Bauru encostou no placar, mas Marquinhos voltou a fazer a diferença para a equipe da casa.


Irritado, o técnico Guerrinha pediu tempo e deu um ‘puxão de orelha’ nos seus jogadores reclamando da liberdade dada ao ala carioca. A bronca parece ter surtido efeito e o Paschoalotto voltou a encostar no placar, com bons chutes de três do armador Ricardo Fischer. O segundo quarto terminou em 41 a 40 para o Flamengo.


No intervalo do jogo, Fischer deu uma dica sobre os pontos que a equipe iria priorizar nos dois últimos quartos – os chutes de três e a forte marcação em Marquinhos para tentar anulá-lo. Já Olivinha ressaltou que o Flamengo precisava melhorar sua atuação nos rebotes, principal falha, na opinião dele, detectada nos dois primeiros quartos.


No terceiro quarto, Bauru passou a pressionar o time do Rio e virou a partida logo no início. Mas o jogo continuou bastante equilibrado e, no final, o Flamengo chegou novamente à liderança. Nos últimos segundos, o Paschoalotto reagiu e conseguiu terminar o quarto na frente, vencendo por 61 a 60.


No último quarto, Bauru fez o que, até então, parecia improvável – anotou o dobro de pontos da equipe da casa. Com uma bela cravada de Pilar – que se redimiu da falha no início do jogo – e seguidos chutes de três, a equipe chegou a abrir 20 pontos de vantagem sobre o Flamengo.


Abatido, o time do Rio assistiu ao ‘passeio’ do Paschoalotto em quadra até o apito final, que garantiu a vitória histórica a Bauru por 89 a 74. O ala Gui destacou o espírito de coletividade da equipe. “O time entendeu o que a gente tinha que fazer hoje”, disse. “Vamos rumo ao G4”. Já o pivô Caio, do Flamengo, chamou o resultado de “derrota feia”. “A gente não conseguiu atacar”, declarou. “Mas a gente sabe o time que é. Bola pra frente que a gente vai melhorar com certeza”. O próximo jogo do Paschoalotto será contra o Joinville, na próxima quinta, às 20h, no Ginásio Panela de Pressão.