O Corpo de Bombeiros e a brigada do Grupo Nelson Paschoalotto realizaram ontem à tarde simulado de incêndio no prédio da empresa localizado na quadra dois da rua Professor Durval Guedes de Azevedo, no jardim Infante Dom Henrique. Durante o treinamento, 1.200 funcionários tiveram que evacuar os cinco andares da empresa. Uma jovem de 18 anos passou mal e foi atendida pela equipe do Resgate.
O chamado “simulado operacional de abandono emergencial” começou às 13h e chamou a atenção de quem passava pela região. Para tornar o exercício mais real, foi utilizada fumaça a base de glicerina não tóxica na região das escadas e simulada a existência de uma vítima no segundo andar.
Além de resgatar e prestar os primeiros socorros à vítima, as equipes da brigada de incêndio da empresa e do Corpo de Bombeiros tiveram que orientar a saída em segurança dos 1.200 funcionários. Em meio à fumaça, todos tiveram que deixar suas salas e, de mãos dadas, descer pelas escadas em direção à rua.
A funcionária Luciene Pereira de Aguiar, 18 anos, passou mal durante o simulado e foi atendida na viatura do Resgate. Ela revelou que tem medo de escadas e sempre usa o elevador para chegar à sua sala. “Eu não consegui descer. Foi horrível”, disse, logo após ser medicada.
O coordenador da área de segurança do trabalho e da brigada de incêndio do Grupo Nelson Paschoalotto, Inivaldo dos Reis Gonçalves, conta que a evacuação total do prédio durou 18 minutos e 40 segundos. Apesar da estimativa inicial de 12 minutos, ele diz que o tempo foi satisfatório. “Por ser uma primeira vez, foi um tempo recorde”, afirma.
O sargento Macedo, do Corpo de Bombeiros, explicou que, por lei, as brigadas de incêndio devem fazer dois simulados por ano e, para isso, contam com o apoio da corporação. Ontem, foram deslocadas para o treinamento duas viaturas – uma autobomba e uma do Resgate – além de sete homens.
Segundo ele, o fato de uma pessoa ter passado mal foi positivo para o exercício. “Ajuda tanto para nós, que viemos aqui para treinar, como para eles (brigada) porque eles não sabiam. Sabendo dessa possibilidade de ter alguém com pânico, eles vão ficar mais atentos em uma próxima oportunidade”, declara.