08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Combate ao mosquito


| Tempo de leitura: 3 min

É uma luta desigual, uma batalha que me lembra a história do beija-flor que tentava combater um incêndio na floresta levando pequenas porções de água em seu pequenino bico. Com certeza se tratava de um ato desesperado, porém inútil. O pássaro fazia sua parte, mas isso de nada valia. Assim é a situação do combate ao mosquito Aedes aegypti (o temido mosquito da dengue) em nosso município. A prefeitura usa de métodos e medidas pouco eficazes e a população, por sua vez, mal educada e sem respeito algum com o próximo, pouco participa nesse combate. Muitos só se dão conta da gravidade da doença quando afetados direta ou indiretamente por ela, aí sim começam a pregar sobre tal luta.

Nos últimos dois meses foram três visitas em nossa residência pelos agentes fiscalizadores no bairro Granja Cecília A, próximo ao Jardim Ouro Verde, ponto crítico para hospedagem de criadouros. Toda vez saem de minha residência elogiando a assiduidade e os cuidados adotados para o combate ao mosquito. Pois bem, anuncio que a partir de hoje essas visitas a nossa residência serão terminantemente proibidas por minha pessoa e vou explicar o motivo. A Rua nove ? rua localizada logo atrás de minha residência - (ou a continuação da Rua Nelson Mortari em seu final), junto à Associação dos Servidores Públicos Municipais, logo atrás do ETA ? Estação de Tratamento de Esgoto do DAE ? se transformou num verdadeiro depósito de lixo e entulho a céu aberto, um paraíso para o "mosquitinho". Além desse ponto, vários terrenos com a maior sujeira entornam nosso bairro.

Quando reclamamos disso aos agentes, a resposta é sempre a mesma: - Não podemos fazer "nada" quanto a isso, vamos reportar sua reclamação a nossos superiores. (???!!!) Bom... se eles não podem fazer nada quanto a isso, também não devem perder tempo adentrando em residências par ver "ralinhos" ou "vasinhos de flor". Essa atitude chega a menosprezar nossa inteligência, chamar-nos na cara dura de idiotas. Por que a prefeitura e a Câmara de Vereadores não adotam uma linha dura contra esses proprietários de terrenos como vem sendo feito em municípios vizinhos ao nosso? Qualquer tipo de "aplicação financeira" está sujeita a despesas, impostos e tributos. Comprar um terreno e pagar apenas o IPTU esperando sua valorização é fácil! A minha sugestão é simples... Multar (com valores que intimidem, é claro!) os proprietários desses terrenos, começando pela falta de calçadas e limpeza, como também exigir que o mesmo seja dotado de "cercas" ou muros que impeçam a entrada de "imbecis" que gostam de jogar lixo e entulho em qualquer lugar.

O débito das multas deve ser lançado junto ao IPTU e no decorrer de cinco anos, se tais débitos não forem quitados, que o terreno ou propriedade seja alvo de ação judicial com fins de leilão para a quitação de tais dívidas. Além disso, a criação de uma equipe em comum com as secretarias de Obras, Planejamento, Saúde e qual mais for competente que realizam o serviço de limpeza, pavimentação de calçadas e "cercas" nos mesmos. Mais que justo! Não adianta "multar" apenas, é preciso mais do que isso, é preciso se tomar medidas para resolver o problema. Já quanto a visitar minha residência, ela estará de portas abertas prontamente, assim que o terreno e rua a que me refiro forem limpos de acordo com o exigido pelos agentes fiscalizadores (o que acho muito mais do que justo).

Maurício José Magnani