Em meio a discussão sobre os dois PACs com os quais Bauru foi contemplada, enumero as seguintes questões:
1. Depois de muito tempo sem investimento federal na cidade, devemos recusar agora o que sempre pedimos e esperamos?
2. Os juros dos PACs são compatíveis com a capacidade de arrecadação do executivo ao longo de sua carência e pagamento efetivo das parcelas?
3. Com a cidade toda recapeada e com infra-estrutura, não seria a mesma mais atrativa para captar investimentos?
4. Os moradores bauruenses de bairros mais afastados e até mesmo alguns que moram na área central como adjacências da Castelo Branco, Comendador da Silva Martha, podem esperar mais pelo asfalto?
5. O próximo prefeito arcaria com um prefeitura endividada, mas toda asfaltada, teria então mais fôlego para assuntos prioritários como a Saúde e a Educação?
6. Não seria o momento propício também para rediscutir o PAE (Programa de Atração de Empresas)?
7. A estação e o paço ferroviário também seriam incluídos?
8. O DAE teria condições e competência para arcar com uma obra deste porte?
9. Não haveria situações semelhantes as galerias da Demop e os interceptadores da Nuno de Assis, onde foram comprovadas falhas na execução e fiscalização do serviço?
10. Nas licitações para construção da ETE devem ser observados o portfólio das empresas, além apenas do custo? Evitando empresas despreparadas para tal obra e também por outro lado evitar situações como a da compra dos jogos de xadrez para os jogos regionais?
11. As obras não paralisariam como no caso do viaduto inacabado, retomado a passo lento?
12. A dívida da Cohab foi um proeza da barganha política e descaso, os PACs teriam o efeito da barganha política?
13. A dívida seria maior que a relação custo-benefício? Termino esta parabenizando o prefeito pela conquista da verba a fundo perdido, também a Estela, pois quando de sua campanha foram criticados por alguns e chamados de sonhadores por outros por esta promessa. Espero que continuem sonhando por Bauru.
Marco Zambon