Somente neste ano, já foram registrados dez casos de violência em escolas da cidade. Nos casos mais recentes, discussões levaram estudantes de três escolas a se agredirem na última segunda-feira. Um dos casos ocorreu numa escola estadual do Jardim Bela Vista, onde duas adolescentes, uma de 14 e a outra de 15 anos, teriam se agredido durante o intervalo das aulas.
Em outra instituição de ensino, na Vila Pacífico, uma adolescente de 14 anos teria ameaçado outra jovem, de 13 anos, por ciúme, depois de a professora escolher a vítima da agressão para apagar a lousa. No pátio do colégio, durante o horário de saída dos alunos, a acusada de agressão teria se dirigido até a outra garota e desferido tapas e unhadas contra o rosto da vítima.
O terceiro caso aconteceu entre dois jovens, em outra escola no Jardim Bela Vista, onde um reeducando que cumpre medida socioeducativa de semiliberdade da Fundação Casa, de 17 anos, teria, em seu primeiro dia de aula, discutido com um aluno, também de 17 anos, dentro da classe. O reeducando teria agredido a vítima com socos no rosto e no peito.
Também na segunda-feira, pais de alunos relatam casos de depredação e até de lançamento de bombas caseiras na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Nacilda de Campos, no Jardim TV. A Secretaria Municipal de Educação confirma que casos de indisciplina se tornaram frequentes no local e informou que uma reunião foi realizada ontem para orientar os pais dos alunos que estariam provocando as confusões.
No dia 7, a explosão de uma bomba caseira também assustou e causou pânico em alunos, funcionários e professores da Escola Estadual Luiz Zuiani. A explosão do artefato destruiu duas janelas, mas, por sorte, ninguém ficou ferido.
No final de fevereiro, corredores, paredes e um banheiro da escola estadual Azarias Leite, no Jardim Carolina, amanheceram pichados horas após um estudante de 16 anos ser flagrado junto com outro de 15 anos portando cigarros de maconha, a 200 metros do portão da escola. Dois dias depois, um garoto foi acusado de agredir outro jovem de 17 anos que saía da escola estadual Professor Antônio Guedes de Azevedo, no Jardim Pagani, após o término da aula. Depois, o agressor, que já teria sido expulso da escola, foi até a casa do estudante para ameaça-lo com uma marreta.
No mesmo dia, denúncias envolviam o lançamento de fogos de artifício no pátio da Escola Estadual Santa Edwirges, no Jardim Vânia Maria. Em Itirapina uma professora de português foi morta a facadas na última segunda-feira dentro da Escola Estadual Professor Joaquim de Toledo Camargo. O principal suspeito é um aluno da Educação de Jovens e Adultos (EJA), de 33 anos, que foi preso ontem.