08 de julho de 2026
Regional

Médico pede apoio para manter Rede

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O médico Antonio Carlos de Camargo, que coordena o ambulatório da Rede de Reabilitação Lucy Montoro de Jaú (47 quilômetros de Bauru), cobrou ontem “empenho” de autoridades, pacientes e população em geral para que a unidade seja transformada em um Centro de Reabilitação, o que iria aumentar em até oito vezes o número de atendimentos.

De acordo com o médico, o ambulatório, que funciona desde agosto de 2010 em um prédio doado ao governo do Estado, atende pacientes de 68 municípios abrangidos pelo Departamento Regional de Saúde 6 (DRS-6). Hoje, são realizados 180 procedimentos por mês, número que pode chegar a 1.500 com a ‘promoção’ da unidade para Centro de Reabilitação.

“Existe a necessidade de um empenho da comunidade e dos líderes políticos para que a construção da unidade definitiva ocorra de fato”, afirma. “O que a gente percebe é que não está tendo o devido empenho das lideranças locais para que isso se concretize”, declara. “Esse papel que eu estou fazendo aqui é errado. Eu sou apenas um técnico, um médico e técnico”.

Camargo conta que, em 18 meses, o ambulatório conseguiu acabar com demanda reprimida de 11 anos de próteses, órteses e meios de locomoção para pessoas com deficiência. “Essa unidade não é uma benesse do governo do Estado. Isso é uma dívida histórica que governos brasileiro, estadual e municipais têm com a população de pessoas com deficiência”, diz.

“Recursos existem, o projeto arquitetônico está pronto, o terreno foi doado. Eu acho que o que está faltando é uma visão maior, suprapartidária. Deveria existir uma comitiva até, de vários líderes da cidade, vários partidos, inclusive com líderes da comunidade e de pessoas com deficiência, para chegar lá (governo do Estado) e empenhar um pedido, pressionando”.

Segundo o coordenador do ambulatório de Jaú, municípios como Avaré e Botucatu já manifestaram interesse em abrigar o Centro da Rede de Reabilitação Lucy Montoro. Hoje, o médico revela que estará na capital para acompanhar o desfecho desse caso junto à Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado.