11 de julho de 2026
Nacional

Manifestação contra ?privatização do Maracanã? reúne cerca de 500 pessoas


| Tempo de leitura: 1 min

Com os rostos pintados de vermelho e ao som de “o Maraca é nosso”, manifestantes caminharam cerca de dois quilômetros ontem para protestar contra a saída dos índios que ocupam a sede do antigo Museu do Índio, no Maracanã (zona norte do Rio). Eles também reclamam do que chamam de “privatização do Maracanã”.

No dia 11 de abril deve ser divulgado o resultado da licitação de concessão do Maracanã à iniciativa privada. Há previsão de que alguns prédios no entorno, como o estádio de atletismo Célio de Barros, o parque aquático Julio Delamare e a escola municipal Friedenreich, sejam demolidos.

O protesto também contou com a participação dos índios que estão lutando contra a sua retirada do prédio do antigo museu. O governo do Estado chegou a anunciar que o prédio seria demolido. Após protestos, recuou e decidiu manter e reformar o prédio para que seja construído um Museu Olimpíco no local.

Na tarde de ontem, índios que hoje moram no prédio do antigo museu fizeram refém um grupo que foi até o local para entregar a notificação judicial que estabelece prazo de três dias para a saída dos índios.

Entre os reféns estavam a subsecretária estadual de direitos humanos do Rio, Andrea Sepúlveda, o defensor público Daniel Macedo, um assessor da procuradoria do Estado, dois representantes de organizações não governamentais e o próprio oficial de justiça.

O governo do estado ofereceu alocar provisoriamente os índios em 30 quartos de um hotel no centro.

O defensor público da União Daniel Macedo entrou no Tribunal Regional Federal da 2ª Região com um recurso para tentar reverter a notificação judicial que estabelece a saída dos índios em três dias.