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Arquivo Pessoal |
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Padre Gilson com Papa Francisco |
O padre Gilson Luiz Maia, responsável pela Paróquia Nossa Senhora das Graças em Bauru, trabalhou durante 15 dias com o papa Francisco, na época cardeal, durante a 5ª Conferência dos Bispos da América Latina, realizada em maio de 2007, em Aparecida (SP).
De acordo com Maia, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio ajudou na redação do texto final da conferência, enquanto o padre de Bauru trabalhou como secretário do Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).
“Eu ajudava na elaboração das atas em português da conferência e o cardeal argentino estava na comissão de redação. Conversamos bastante durante as duas semanas da conferência”, destacou.
Bergoglio é considerado pelo padre Gilson uma pessoa simples, humilde, prática, muito preparada e inteligente, características que, de acordo com ele, se assemelham ao papa João XXIII, cujo Pontificado ocorreu entre os anos de 1958 e 1963.
“É também um homem muito discreto, mas autor de um trabalho de alta qualidade que aparece. Nos momentos que trabalhamos juntos notei a valorização do trabalho em equipe pregada por ele, uma proposta do ‘Nós vamos fazer’”, recorda.
Definição
O padre de Bauru define o papa Francisco com uma simples frase: “Jesuíta de coração franciscano. Ele une a força intelectual, missionária e evangelizadora de um jesuíta com a simplicidade e a proximidade com o povo de um franciscano”, resume.
Gilson Maia se diz muito feliz pela adoção do nome Francisco para o novo papa. “Francisco de Assis foi um jovem que optou pela pobreza e vivência do Evangelho. Valorizava a natureza, a ecologia, há quase mil anos. Creio que o novo papa terá essas características”, afirmou.