Acusado de envolvimento com o esquema do empresário Carlinhos Cachoeira, o desembargador Júlio César Cardoso de Brito foi aposentado compulsoriamente pelo Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (Goiás).
De acordo com o tribunal, Brito foi investigado por condutas incompatíveis com a magistratura - tráfico de influência, improbidade administrativa, advocacia administrativa, corrupção passiva e exploração de prestígio.
Os desembargadores do pleno do TRT julgaram procedentes as acusações contra Brito. A decisão foi tomada após leitura do voto do relator Paulo Pimenta. O desembargador, que era vice-presidente do tribunal e chefiava a corregedoria do tribunal, estava afastado de suas funções desde julho do ano passado. Ele vai receber pensão proporcional ao tempo de serviço.
O relator afirmou que nos oito meses de investigação analisou as conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal do magistrado com integrantes do grupo de Cachoeira, feitas entre abril a agosto de 2011 e fevereiro de 2012. Foram analisadas 130 ligações telefônicas e 339 mensagens de celulares.
Para o relator do processo administrativo disciplinar, houve um “estreito, intenso e impróprio” contato entre o magistrado e o grupo. Segundo ele, Brito agia para solucionar questões jurídicas de interesse do grupo.