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Adenil lutou contra o câncer |
Faleceu ontem, aos 65 anos, o professor Adenil Alfeu Domingos, conhecido também por ser um estudioso na área da semiótica. A sua morte foi em decorrência de um câncer no fígado, descoberto em estágio avançado. Ele estava internado há duas semanas no Hospital Estadual de Bauru.
Muito abalada com a perda do aluno e amigo, a professora doutora Nelyse Salzedas contou que conheceu Adenil quando ele tinha apenas 12 anos. “Ele foi meu aluno. Se formou em Letras, ingressou em Garça e logo depois veio para Bauru. Lecionou na Escola Estadual Ernesto Monte, na USC e na Pós-Graduação da Unesp. Há dois anos era membro da Academia Bauruense de Letras conosco. É uma perda muito grande”, disse, emocionada.
Em um momento de oração durante o velório, a professora doutora Dalva Aleixo, também amiga de Adenil, leu uma carta de agradecimento que um aluno enviou a ele recentemente. “O que marcou muito a carreira do Adenil foram suas aulas, que eram muito intensas. Ele gostava muito de ensinar e pesquisar. Realizamos muitos trabalhos em parceria na área da semiótica e relações públicas”, acrescentou.
Dalva enumerou os poemas, a semiótica e o violão como as paixões de Adenil. “Ele era um grande professor com paixão pela semiótica. Estava terminando seu livro de poemas e já ia publicá-lo. Um amigo que fazia questão de preparar o nosso café todas as manhãs no departamento”.
Com poucas palavras, a atual esposa do professor, Adriana Frollini, 47 anos, o descreveu como o grande amor de sua vida. “Ele foi tudo para mim. Apareceu na minha vida como uma estrela. Vivemos um conto de fadas. Ele ia se aposentar este ano e tínhamos muitos planos, mas a doença veio muito rápido”.
Adriana explicou que Adenil estava internado para tentar restabelecer a saúde e assim começar as sessões de quimioterapia. “Ele tinha que se recuperar mais um pouco para conseguir fazer a quimio, mas não conseguiu. A doença foi descoberta em estágio avançado”.
Adenil foi velado até as 11h30 de ontem no Salão Nobre 2 do Centro Velatório Terra Branca, em Bauru, e em seguida levado para o Velório Municipal de Duartina, cidade de sua família. O seu enterro estava previsto para as 17h30 de ontem, no Cemitério Municipal de Duartina. Ele deixa três filhos, frutos de seu primeiro casamento, e enteados.