O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou anteontem o governo dos EUA de conspirar para assassinar o opositor Henrique Capriles com o objetivo de desestabilizar o país antes das eleições presidenciais de 14 de abril, na qual ambos concorrem à vaga de sucessor de Hugo Chávez.
Em uma entrevista transmitida pela televisão, Maduro pediu ao presidente norte-americano, Barack Obama que suspenda o suposto complô do Pentágono e da CIA (Agência Central de Inteligência).
Segundo ele, o plano seria assassinar seu rival e colocar a culpa no governo da Venezuela, “enchendo os venezuelanos de ódio” durante a sucessão de Chávez, morto no último dia 5 depois de travar uma batalha de dois anos contra o câncer.
Há uma semana, Maduro acusou os ex-funcionários do governo de George W. Bush Roger Noriega e Otto Reich de terem um plano para desestabilizar o país, mas sem detalhar a denúncia.