Estava na pauta de ontem o arquivamento dos processos referentes à reprovação dos balancetes do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), gerido pelo DAE. Como o caso está sendo apurado pelo Ministério Público, não houve grandes debates em torno disso, mas, sim, quanto à aplicação dos recursos do fundo e com a futura estação de tratamento de esgoto (ETE).
Tudo começou quando Arildo Lima Júnior (PSDB) afirmou que o município sequer possuía o projeto executivo da ETE, o que gerou reação de vereadores como Faria Neto (PMDB), Telma Gobbi (PMDB), Moisés Rossi (PPS) e Roque Ferreira (PT). Afinal, os R$ 118 milhões foram liberados pelo governo federal, a fundo perdido, mediante aprovação técnica.
Pouco tempo depois, mais desencontro de informações. Com dados do DAE de dois anos atrás, Raul Gonçalves de Paula (PV) disse que o dinheiro conquistado não seria suficiente para a construção da ETE, pois mais de R$ 50 milhões em linhas de interceptores precisavam ser construídas. No entanto, foi alertado de que resta apenas a execução da linha da Nuno de Assis, orçada em R$ 20 milhões, que será custeada com recursos do fundo, que já dispõe de mais de R$ 60 milhões. Raul criticou ainda a abrangência da lei que criou o FTE. “Fica difícil de fiscalizarmos”. Em seu retorno, que pode durar apenas uma sessão, José Carlos de Souza Batata (PT) concentrou seu discurso na necessidade de reverter o dinheiro do fundo para o abastecimento e reservação de água.
“Certamente a Câmara será chamada para discutir esse assunto. É uma oportunidade ímpar para debater e fazer as alterações necessárias, resolvendo dois grandes gargalos da cidade”, finalizou o petista.