No momento em que o PSDB paulista negocia espaço na direção nacional da sigla, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu que a direção do partido tenha representantes de "todas as suas lideranças".
"Defendo que o diretório deve compor todas as lideranças do partido, que as lideranças se sintam representadas no diretório", afirmou após congresso estadual do PSDB, ontem. O partido elege sua nova direção em maio.
Na semana passada, Alckmin afirmou ao senador mineiro Aécio Neves, em encontro reservado, que discorda de seu projeto de assumir a presidência do PSDB neste ano para preparar o lançamento de sua candidatura ao Planalto em 2014.
A eleição para a liderança da sigla é considerada essencial por aliados para que Aécio viabilize sua candidatura à Presidência.
No evento de ontem, Alckmin negou que tenha "ressalvas" à eleição de Aécio para a presidência do PSDB, mas afirmou que sua preocupação "é a unidade do partido".
"O que nós temos que fazer nesse momento é unir o partido e montar um bom time. A preocupação deve ser menos com as pessoas e mais com o conjunto, com a unidade partidária", afirmou.
O governador negou ainda que haja "desconfianças" entre Aécio e o ex-governador José Serra, rival interno do senador mineiro.
Ele classificou a possibilidade de Serra deixar o partido como "'especulações já desmentidas categoricamente" e disse que o tucano "não está pleiteando nada" na direção do PSDB. "Ele deve participar porque é uma liderança do partido. Pode participar de inúmeras maneiras."
Alckmin parte hoje para Brasília, onde conversará com o senador mineiro sobre a sucessão interna.
O governador voltou a criticar ainda a "precipitação" da campanha presidencial. "Houve uma precipitação do processo sucessório, estamos às vezes achando que a eleição é mês que vem, mas faltam dois anos. O processo sucessório está muito acelerado", afirmou.