Apesar de não ser advogado e nem atuar na área de direito, concordo plenamente com o colocado pelo leitor Amilton Marques Sobreira, ontem. Algumas décadas atrás, quando visitei uma cerâmica de um tio em Três Lagoas-MS, me deparei com o fato curioso de que ao lado do maquinário elétrico que produziam as telhas e tijolos estavam estrategicamente posicionadas máquinas manuais a serem operadas pelos próprios operários, sem necessidade de energia elétrica. Ele então me explicou que, em caso de falta de energia, não haveria interrupção na produção e, ainda, os funcionários não ficariam "parados" sem fazer nada. Uma pessoa de aparência humilde (posso confessar que, de certa forma, até um pouquinho "avarento") mostrou-me o porquê de seu sucesso financeiro e admiração de minha pessoa.
A energia elétrica bem como a informática foram descobertas ou criações feitas pelo homem a fim de auxiliar e facilitar seu trabalho. Ocorre que estamos cometendo o grave erro de nos tornarmos totalmente dependentes desses meios para nossa sobrevivência. O preço a se pagar por isso há de ser muito caro, ou até mesmo "impagável"! Reverter processos jurídicos para um campo apenas virtual, com toda certeza é algo muito perigoso no momento. Os meios que dispomos ainda não são suficientemente seguros para isso.
Maurício José Magnani