09 de julho de 2026
Política

Novo HB foca trauma e cardiovascular

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Arquivo/JC

O novo HB vai focar sua atividade de assistência hospitalar em urgência nas áreas de traumatologia e cardiologia

O novo Hospital de Base (HB) vai focar sua atividade de assistência hospitalar em urgência nas áreas de traumatologia e cardiologia. A informação será apresentada hoje pela diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira, em audiência pública a ser realizada na Câmara Municipal de Bauru a partir das 17 horas, aberta ao público.


Segundo a dirigente regional de Saúde, a unidade hospitalar inicia seu processo de recuperação com aporte de R$ 5 milhões emergenciais que serão alocados em equipamentos, instalações elétrica, hidráulica e climatização. O valor inicial para a reestruturação da unidade não afeta, segundo ela, o plano global difundido no ano passado. O aporte também não interfere no custeio mensal para a operacionalização do HB, com pagamento de R$ 6,5 milhões para despesas.


“Nós estávamos com a operação do Base na fase final da AHB com 60 leitos e a Famesp já conseguiu passar a operar com 100 leitos. Estamos agora com 30 UTIs para adulto e o total de leitos operacionais será de 200 no plano de trabalho para o Base”, menciona. O plano aprovado pela área estadual de Saúde com 200 leitos será distribuído em 115 leitos cirúrgicos, 50 para clínicas médicas, cinco para a pediatria e 30 para UTI adulto.


A audiência pública de hoje visa discutir a prestação de serviço que será realizada por cada uma das unidades hospitalares de domínio do Estado instaladas em Bauru. “Vamos apresentar o princípio da organização regionalizada referenciada de serviços em saúde a qual Bauru pertence, juntamente com o Vale do Jurumirim (Avaré), Botucatu, Lins e Jaú, em um total de 68 municípios. A distribuição de todos os serviços em média e alta complexidade estão em 44 hospitais, de pequeno, médio e grande porte, espalhados por municípios dessa cobertura. A região de Bauru é sede e compõe 18 municípios”, cita Doroti.


O Base é referência para 68 municípios na sistemática de regionalização que já existia na rede. Mas os problemas financeiros que levaram à extinção da AHB fizeram a unidade despencar sua produção. No período, o Hospital Estadual de Bauru (HE) é quem teve de cobrir a deficiência de boa parte da demanda do Base, mesmo o HE sendo unidade de porta fechada. “Com o Base sendo gerenciado pela Famesp, o HE volta à sua origem de unidade referenciada de porta fechada, cuja maior demanda de Bauru vem das Unidades Básicas (UBS)”, explica.


Internações regionalizadas


A atividade assistencial do Base, enfim, passa a ser nas modalidades internação nas clínicas cirúrgicas médicas e pediatria, atendimento ambulatorial, atendimento às urgências como retaguarda do Pronto-Socorro Central, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e serviços de diagnóstico terapêutico.


“As internação nesse sistema regionalizado passam pela Central Reguladora de Vagas, que não estão comigo, mas com o sistema em São Paulo. O preenchimento dos pedidos de internação são regionalizados. É evidente que a prioridade é para o paciente de Bauru ser atendido aqui, mas as referências em especialidades são distribuídas conforme as vagas também em Avaré, Lins, Botucatu e Jaú”, argumenta a dirigente.


A rede regional de alta complexidade, assim atenderá, quando de sua plena atividade, às referências em neurologia (Avaré e Bauru), ortopedia (Avaré, Bauru e Lins) e internações em cardiologia somente para Bauru.  


Mas a ênfase no Base será, efetivamente, em cirurgias cardiovasculares e traumas, com serviços de alta complexidade também em neurologia, ortopedia e neurocirurgia. “O banco de sangue também não sai mais do Base, fica lá, assim como o serviço na área de bucomaxilo, que não vai mais para o Centrinho. A cirurgia geral e a hemodiálise continuam sendo prestadas também no Base”, finaliza Doroti.


O Hospital Estadual, por sua vez, integra o mesmo sistema, mas sendo unidade referenciada de porta fechada, situação que foi alterada para atender à crise do Base até esta fase. Especialidades como cirurgias cardíaca, de ortopedia e neurologia permanecem no HE. O Manoel de Abreu e a Maternidade Santa Isabel já tiveram seus planos de atividades revisados com a transferência de suas gestões também para a Famesp, nos últimos anos.