A nutricionista Eliane Petean Arena acredita que quase todas as pessoas reconheçam a importância do consumo de água em níveis adequados, mas a maioria simplesmente desconsidera as recomendações médicas pela dificuldade em modificar hábitos. Nas ruas, quase todas as pessoas abordadas pela reportagem informaram ingerir boa quantidade diária de água, embora apenas uma delas, a estudante universitária Thaís Costa Mattos, 18 anos, estivesse bebendo o líquido.
“Na verdade, eu prefiro suco, mas só bebo em situações específicas, como no momento em que vou comer um lanche. No resto do dia, seja no trabalho ou na academia, só tomo água. Deve dar uns dois litros”, garante ela, que cuida do corpo há cerca de seis anos.
Com exceção da estudante, nenhum dos entrevistados afirmou que bebe água para preservar a saúde. A operadora de caixa Estefani Ribeiro da Silva, 28 anos, por exemplo, diz que sempre se hidrata porque sente sede.
“Eu suo bastante, sou muito calorenta. Devo beber uns dois litros por dia”, afirma ela, que diz não gostar muito de refrigerante. O hábito, ela frisa, já foi ensinado aos filhos Evelyn, 5 anos, e Henry, 1 ano. “Eles gostam muito de suco, mas também dou muita água, porque, assim como eu, eles sempre têm sede”, diz.
Na tarde de ontem, a pequena Tawani de Araújo, 5 anos, comia pastel com refrigerante na companhia da mãe, a operadora de telemarketing Thamires Fantini de Araújo, 25 anos. A mulher explica que oferece a bebida gaseificada à filha apenas em algumas ocasiões, como o passeio que fizeram ontem no Calçadão da Batista de Carvalho.
“Eu tomo bastante água, até durante a madrugada. Mas a Tawani prefere suco (de caixinha). Em casa, refrigerante é mais raro”, cita. Já o assistente operacional Adair Antonio da Silva, 33 anos, reconhece que não consegue tomar mais do que 500 mililitros de água por dia.
“Em casa, preparo suco em pó e, na rua, tomo mais refrigerante. Para mim, a bebida tem que ter açúcar. Se não, fica mais difícil”, justifica.
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