09 de julho de 2026
Geral

Protesto reúne 100 contra Feliciano

Tisa Moraes com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A eleição do pastor Marco Feliciano (PSC) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados levou cerca de 100 pessoas às ruas de Bauru, ontem, para reivindicar a saída do deputado da função. Com narizes de palhaço, apitos, cartazes, rostos pintados, instrumentos musicais e megafone, eles entoaram frases de repúdio ao político, a quem são creditadas declarações e posicionamentos racistas, homofóbicos e sexistas.

Os manifestantes saíram do Parque Vitória Régia por volta das 15h30 e seguiram pela marginal da avenida Nações Unidas. Depois, tomaram a avenida Duque de Caxias e a rua Alagoas, até chegarem à rua Capitão Alcides, no Parque Paulistano, onde fica a sede do diretório municipal do PSC.

O endereço, onde ocorreu um apitaço, também é a residência do presidente do partido em Bauru, pastor Celso Nascimento. “Nossa manifestação é pacífica e foi motivada por nossa indignação diante da incoerência que é o Marco Feliciano presidir uma comissão de defesa de direitos humanos e minorias, composta justamente por grupos que ele discrimina”, observa o estudante Felipe Pisaneschi, 23 anos, um dos organizadores do ato.

De acordo com ele, novas manifestações devem ser realizadas caso o polêmico deputado continue no posto. Em Bauru, a única autoridade política a participar do protesto, ontem, foi o vereador Markinho da Diversidade (PMDB).

Para ele, as manifestações que vem ocorrendo em todo o Brasil são uma forma de pressionar o PSC, já que a presidência da Câmara Federal deixou nas mãos da sigla a decisão sobre a permanência de Feliciano no cargo. “O descontentamento, em todo o Brasil, é muito grande. E, caso o partido não tomar uma atitude, a tendência é que seus candidatos percam votos nas próximas eleições”, analisa.

O ato em Bauru foi organizado por estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e contou com a participação e apoio de Organizações Não-Governamentais (ONGs), como a Associação Bauru pela Diversidade (ABD), Levante Popular da Juventude e Núcleo Ateísta de São Paulo, além do Observatório de Educação em Direitos Humanos da Unesp e centros acadêmicos da universidade em Bauru.